Jogos interativos, instalações sensoriais e personagens da infância fazem parte da exposição “Uma Aventura Imunológica – Nosso Corpo, Nosso Mundo”, que apresenta de forma lúdica o funcionamento do sistema imunológico e aborda a importância da vacinação. Após passar por Brasília, a mostra chega a Belo Horizonte entre os dias 18 de setembro e 18 de outubro, no Espaço Cultural da Escola de Design da UEMG, na Praça da Liberdade.
O BHAZ, a convite da biofarmacêutica Sanofi, conferiu a abertura da exposição em Brasília e acompanhou a experiência, que leva os visitantes a uma jornada pelo interior do corpo humano em escala microscópica, explicando os principais mecanismos de defesa do organismo contra vírus, bactérias e outros agentes invasores.
A exposição
No centro da experiência está um dos temas mais importantes da imunologia: a inflamação. A exposição explica que esse processo é uma resposta natural do sistema imunológico para proteger o organismo contra parasitas e outros agentes externos. No entanto, quando essa resposta se torna crônica ou desregulada, o próprio corpo passa a ser afetado.
Ao longo da visita, o público conhece descobertas da ciência que mostram que doenças aparentemente distintas, como asma, dermatite atópica e rinossinusite crônica, compartilham uma mesma via inflamatória. A mostra apresenta como essa compreensão tem mudado a forma de diagnosticar e tratar essas condições, permitindo que os tratamentos atuem na origem do problema, e não apenas nos sintomas.
Essa explicação ganha destaque no Quintal da Carlota, um dos espaços da exposição, onde uma árvore cenográfica conduz os visitantes por essa jornada e mostra como diferentes doenças podem ter uma raiz inflamatória em comum. O ambiente também destaca que é comum um mesmo paciente apresentar mais de uma dessas condições ao mesmo tempo.
Segundo Daniela Carlini, head de Imunologia da biofarmacêutica Sanofi Brasil, compreender o funcionamento do sistema imunológico também contribui para decisões mais conscientes sobre a saúde. “Com esse projeto, queremos reforçar que sistema imunológico não é algo distante ou complicado, é parte de quem você é. Entender como ele funciona ajuda você a tomar decisões melhores sobre sua saúde. Quanto mais a ciência avança para entendê-lo, mais oportunidades surgem para prevenir, diagnosticar e tratar doenças de forma mais precisa”, afirma.
Como o organismo se defende?
A exposição também reserva uma área para explicar como as vacinas atuam no organismo. O espaço apresenta a vacinação como uma das ferramentas mais importantes desenvolvidas pela ciência para fortalecer o sistema imunológico e prevenir doenças.
De forma didática, os visitantes aprendem como as vacinas estimulam o organismo a reconhecer agentes infecciosos antes do contato com eles, preparando o sistema imunológico para responder de forma mais rápida e eficiente quando houver uma infecção.
Para Sheila Homsani, diretora médica de Vacinas da biofarmacêutica Sanofi Brasil, a vacinação funciona como um treinamento para as defesas naturais do organismo.
“A vacinação é, basicamente, um ‘treinamento’ para o sistema imunológico saber enfrentar agressores. A gente apresenta uma versão segura de um invasor e o sistema imunológico aprende a reconhecer e combater aquele inimigo. Quando a pessoa enfrenta o invasor de verdade depois, o sistema já sabe exatamente o que fazer para neutralizá-lo. É um treinamento que nos prepara para nos defendermos de invasores que não vemos, mas ameaçam a nossa vida”, explica.
Além de apresentar conceitos sobre o sistema imunológico, a exposição também aborda como os avanços da pesquisa científica têm ampliado o entendimento sobre doenças inflamatórias. Segundo a Sanofi, uma das estratégias da pesquisa moderna consiste em identificar com precisão uma via inflamatória específica para desenvolver tratamentos capazes de atuar em diferentes doenças que compartilham o mesmo mecanismo.
Um exemplo seria o desenvolvimento do dupilumabe, medicamento criado para atuar diretamente sobre a inflamação Tipo 2, mecanismo presente em doenças como asma, dermatite atópica e rinossinusite crônica.
De acordo com Viviane Rezende, Head de Estudos Clínicos da biofarmacêutica Sanofi Brasil, o avanço das pesquisas modificou a forma como essas doenças são compreendidas. “O desenvolvimento de novos medicamentos que atuam no sistema imunológico cresce a cada dia. Hoje, entendemos que a inflamação é uma resposta imunológica importante, mas o problema é quando ela fica descontrolada ou crônica. Isso mudou completamente a forma como pensamos em tratamentos”, afirma.
Viviane também explica a importância dessa medicina de precisão, que busca compreender por que uma mesma doença pode se manifestar de formas diferentes em cada paciente e, consequentemente, exigir tratamentos distintos. Em entrevista ao BHAZ, a diretora da Sanofi afirmou que os avanços nessa área partiram da necessidade de entender por que alguns pacientes respondem bem a determinados medicamentos, enquanto outros não apresentam o mesmo resultado ou desenvolvem efeitos adversos.
Segundo ela, até doenças com o mesmo diagnóstico, como a asma, podem possuir mecanismos diferentes, o que exige terapias específicas para cada perfil. Viviane também destacou que a diversidade genética da população brasileira torna o país estratégico para a realização de estudos clínicos, contribuindo para o desenvolvimento de tratamentos mais inovadores e para a produção de dados que representem melhor a realidade dos pacientes brasileiros.
Produzida pela Colmeia Social, coproduzida pela Aflora Cultural e viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da biofarmacêutica Sanofi, a exposição chega a Belo Horizonte após passar por São Paulo e Brasília.










