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‘Tenho muita vontade de abraçá-lo’: Goleiro Bruno explica por que cancelou encontro com o filho

15/01/2026 às 15h05 - Atualizado em 15/01/2026 às 16h00
'Tenho muita vontade de abraçá-lo': Bruno explica o motivo de ter cancelado o encontro com Bruninho
Atleta publicou esclarecimento nesta quinta-feira (15). (Reprodução/@oficialbrunogoleiro)

O goleiro Bruno Fernandes publicou, nesta quinta-feira (15), uma nota sobre o cancelamento do encontro com o filho, Bruninho Samudio, nas redes sociais. Segundo o atleta, o encontro era “algo que sempre quis que acontecesse” e seria “um dia muito importante” para ambos, mas foi inviabilizado pela avó do jovem, Sônia Moura. “Tenho muita vontade de abraçá-lo e conversarmos”, disse.

Na nota, que é assinada pelos advogados do atleta, ele afirmou que Sônia, com a advogada dela, colocaram diversas exigências para que o encontro acontecesse. “Entre essas exigências, estava a condição de que eu deveria ir sozinho, sem a companhia sequer do meu advogado”, explicou.

O goleiro ainda ressaltou que, como existe uma medida protetiva que impede a aproximação dele do filho, a presença de um advogado seria essencial no encontro. “Eu já estava suspeitando que isso fosse uma armação e, logo em seguida, fiquei sabendo que havia um repórter famoso envolvido, cujo nome não posso citar. Diante disso, creio que a intenção dela nunca foi que eu conhecesse meu filho. Isso era uma armadilha para eu falar alguma coisa relacionada à Eliza, mãe do meu filho”, continuou.

Segundo Bruno, havia câmeras escondidas na casa e eles queriam que o atleta falasse algo relacionado à Eliza, “para que repercutisse no suposto documentário que estão fazendo sobre o Bruninho”. “Quero dizer ao meu filho, Bruninho, que tenho muita vontade de poder abraçá-lo e conversarmos”, finalizou.

Encontro foi solicitado após passaporte de Eliza

A defesa do goleiro afirmou que o jogador foi coagido pela madrinha de Bruninho e advogada, Maria da Graça, a comparecer em um encontro envolvendo ela, Sônia e o filho dele. O convite teria ocorrido após o passaporte de Eliza ser encontrado em Portugal.

A família materna de Bruninho teria exigido que Bruno se apresentasse “sozinho, sem a presença de advogado, sem a companhia de sua esposa e em local previamente desconhecido, que somente lhe seria informado após a sua chegada no Rio de Janeiro”.

Além disso, segundo o documento, após ameaças de que, caso ele não comparecesse, seria requerida judicialmente uma Medida Protetiva de Urgência, Bruno foi orientado a não participar. “Cumpre destacar que, ao longo destes anos, Bruno foi expressamente proibido de manter qualquer contato ou encontro com Bruninho, pela avó, determinação esta que sempre foi respeitada”, diz a nota.

A defesa também afirmou que, após o encontro do passaporte, a avô materna e a madrinha de Bruninho passaram a adotar postura ameaçadora, dizendo que iram ‘combatê-lo’, caso não aceitasse o encontro nos moldes por elas impostos. Além disso, alegou que Bruno permanece à disposição da Justiça.

“Reafirma também que tem profundo interesse em conversar e se entender com Bruninho, porém em condições saudáveis, sem riscos jurídicos ou interesses escusos”, concluiu.

O BHAZ entrou contato com Sônia Matos, e aguarda retorno.

Relembre o caso

Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, após informar a amigos que faria uma viagem. À época, ela tinha 25 anos e nunca mais foi vista. Posteriormente, foi considerada morta após suspeitos confessarem participação em seu assassinato.

A modelo conheceu Bruno Fernandes de Souza, conhecido como “goleiro Bruno”, entre o fim de 2008 e 2009, no Rio de Janeiro. À época, ele vivia o auge da carreira e era titular do Flamengo.

Os dois tiveram um relacionamento extraconjugal, já que o jogador era noivo, ainda que, segundo testemunhas, mantivesse mais de um relacionamento ao mesmo tempo. A atriz engravidou do goleiro e tornou pública a gestação e paternidade, em 2009.

Durante a gravidez, Eliza registrou algumas ocorrências. O filho do casal, Bruninho, nasceu em fevereiro de 2010. Um ano após o anúncio da gravidez, a modelo foi considerada desaparecida. O último relato sobre o paradeiro dela, indicava para o sítio de Bruno, em Esmeraldas, na Região Metropolitana.

Após investigações, a polícia encontrou roupas e fraldas no local. Já o filho de Eliza foi localizado na periferia de BH. Confissões indicaram que a modelo foi estrangulada e, após a morte, esquartejada. Seus restos mortais nunca foram encontrados.

Bruno foi condenado a 22 anos e um mês por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O atleta foi para o regime semi-aberto em 2018, e está em liberdade condicional desde 2023.

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
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