Um cachorro de médio porte morreu asfixiado após um incêndio atingir uma casa no bairro Piratininga, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência, um homem de 24 anos teria ateado fogo em um colchão dentro do imóvel, na noite dessa terça-feira (13). Ele foi preso em flagrante.
O incêndio foi registrado por volta das 20h19, na rua Itapetinga. De acordo com relatos de vizinhos à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o homem teria provocado o fogo por motivos fúteis. A proprietária da casa, uma mulher de 71 anos, é avó do suspeito.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) mobilizou duas equipes para combater as chamas, que atingiram dois quartos de uma edificação de três pavimentos. Conforme os bombeiros, o incêndio teria ocorrido após um desentendimento seguido de tumulto entre moradores do imóvel.
O cachorro morreu em decorrência da fumaça do incêndio. Não houve registro de vítimas humanas no local.
Imóvel teve danos e precisou ser isolado
A Defesa Civil de Belo Horizonte esteve no imóvel na madrugada desta quarta-feira (14). Segundo o órgão, as chamas atingiram o primeiro pavimento da edificação. No momento da chegada da equipe, as temperaturas ainda estavam elevadas, o que impediu o acesso dos agentes para avaliar os riscos e os danos.
Por segurança, a vistoria foi adiada e deverá ser retomada assim que houver condições de acesso. Durante a ocorrência, a Defesa Civil também isolou cômodos dos segundo e terceiro pavimentos devido aos danos aparentes.
A Cemig também foi acionada porque a rede elétrica foi atingida. Segundo o boletim de ocorrência, havia fios de alta tensão caídos no chão. O BHAZ entrou em contato com a companhia e aguarda retorno.
Os moradores deixaram o imóvel e estão temporariamente abrigados na casa de familiares.
Suspeito foi preso em flagrante
Segundo o boletim de ocorrência, o homem deixou o local antes da chegada da equipe. Posteriormente, ele compareceu à base da Polícia Militar e afirmou ter sido agredido por populares.
Aos policiais, o suspeito disse que não se lembrava do ocorrido e que estava sob efeito de drogas. Como apresentava um corte no dedo da mão esquerda e dores pelo corpo, foi levado ao Hospital Risoleta Neves, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação sob escolta policial.
Ele recebeu voz de prisão em flagrante na base da PM. A área do incêndio foi isolada, e a perícia foi acionada. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.










