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Câmara de BH rejeita proposta que ampliaria de 36 para 48 horas prazo para pets ficarem sozinhos

21/09/2026 às 19h21
pets
(Foto Ilustrativa)

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana da Câmara Municipal de Belo Horizonte rejeitou, nesta segunda-feira (21), uma proposta que aumentaria de 36 para 48 horas o período em que cães e gatos poderiam ficar sozinhos em imóveis particulares.

A mudança fazia parte de uma emenda ao Projeto de Lei 664/2026, que prevê multa para tutores que deixarem cães ou gatos sozinhos por mais de 36 horas. A proposta original estabelece multa de R$ 500, com valor dobrado em caso de reincidência.

Comissão rejeitou mudança

A alteração para 48 horas foi apresentada pelo líder do governo na Câmara, vereador Bruno Miranda (PDT). A ideia também previa que a multa só fosse aplicada quando o animal estivesse sem condições básicas de alimentação, água, higiene ou atendimento veterinário.

A relatora do projeto, vereadora Janaina Cardoso (União), recomendou a rejeição da mudança. Segundo ela, permitir que os animais permaneçam sozinhos por mais tempo aumentaria a exposição a situações como acidentes, doenças e problemas com o fornecimento de água e comida.

A relatora também avaliou que também avaliou que condicionar a multa à falta de cuidados básicos poderia dificultar a fiscalização. Isso porque, segundo a análise apresentada à comissão, um animal poderia ter comida e água disponíveis no momento da vistoria, mesmo permanecendo sozinho por período superior ao permitido.

O vereador Wanderley Porto (PRD), autor do projeto, também se manifestou contra a alteração. Para ele, a mudança descaracterizaria a proposta original.

O que acontece agora

Com a rejeição da emenda, o projeto segue com a previsão de 36 horas. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Administração Pública e Segurança Pública antes de chegar ao plenário da Câmara.

Para ser aprovado, o projeto precisa da maioria dos vereadores presentes na votação.

Outro projeto trata de terapia com cães

Na mesma reunião, a comissão também analisou o Projeto de Lei 596/2025, que regulamenta a cinoterapia e outras formas de intervenção assistida por animais.

O texto recebeu um substitutivo que estabelece regras para a atividade, incluindo exigências para os profissionais envolvidos, acompanhamento veterinário e cuidados com o bem-estar dos animais.

Esse projeto ainda passará por outra comissão antes de seguir para votação em plenário.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter do BHAZ

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