Carnaval de BH: Empresas patrocinadoras poderão usar Lei de Incentivo à Cultura

Carnaval 2018 foi o maior de BH, com mais de 3,5 milhões de pessoas (Yuran Khan / BHAZ)

Depois de decretar o edital para patrocínio em cota única do Carnaval de Belo Horizonte 2019-2020 deserto – quando nenhuma empresa manifesta seu interesse em concorrer -, a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) republicou o documento esta semana com uma grande alteração: as empresas poderão usar a Lei de Incentivo à Cultura, estadual ou federal, para patrocinar a festa.

“Quem  tiver interesse em patrocinar a festa poderá usar a lei em até 30% do valor total das estruturas solicitadas. Ou seja, vai diminuir o investimento direto, sem comprometer o montante mínimo esperado por nós. Isso não tinha no primeiro edital, quando o postulante teria que gastar 100% dos encargos, agora fica o mínimo estabelecido em 70%”, disse, em entrevista ao Bhaz, o presidente da Belotur, Aluizer Malab.

A estrutura citada por Malab é referente a itens necessários para o andamento da folia, como sanitários químicos, segurança privada, serviço de limpeza, entre outros.

“O primeiro edital foi alto para o mercado”, reconhece o presidente da Belotur, justificando a ausência de propostas para o patrocínio em cota única do Carnaval de BH.

 

Em 2018, o Carnaval de BH reuniu 3,8 milhões de foliões (Yuran Khan/Bhaz)

Crescimento do Carnaval de BH

Aluizer Malab conta que quando o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), assumiu a prefeitura o patrocínio para a folia era de R$ 1 milhão e que, a partir disso, sua equipe começou a trabalhar para que tanto a festa quanto o patrocínio aumentasse. “Não queremos onerar os cofres públicos, pois o Carnaval é a manifestação espontânea do povo e o município precisa dar conta de prestar os serviços”, disse.

O aporte financeiro mínimo proposto pelo edital é de R$ 10,5 milhões, sendo que do total R$ 4,5 milhões serão destinados para 2019 e R$ 6 milhões para o ano de 2020. Como o valor mínimo é esse, o critério de desempate dos interessados será a maior oferta. “A proposta que apresentar mais recursos levará. Por exemplo, para ano que vem o mínimo é R$ 4,5 milhões. Caso a gente receba uma proposta de R$ 4.500.001,00 ela será a vencedora”, acrescentou Malab.

E se não houver patrocinador?

Indagado sobre uma nova ausência de propostas para o patrocínio do Carnaval, o presidente da Belotur disse que isso influenciaria diretamente no planejamento feito por sua equipe. “A festa ficará aquém daquilo que precisamos ter; teríamos de reestruturar nosso projeto, pois existem algumas coisas que a PBH consegue realizar”, comentou Malab.

O crescimento da festa em BH, em termos de público, faz com que a Belotur acredite que alguma empresa se interesse em patrocinar a folia. “O retorno do nosso Carnaval é bom para as empresas, por isso não conto com a possibilidade de haver um novo deserto. Belo Horizonte é um dos lugares mais procurados para as pessoas se divertirem”, concluiu.

Patrocínio

Os interessados em enviar propostas para o patrocínio do Carnaval de Belo Horizonte devem entregar os envelopes no Edifício Sede da Belotur, até às 10h da próxima sexta-feira, 26 de outubro. Para acessar o edital, é preciso solicitá-lo pelo e-mail licitacoes.belotur@pbh.gov.br ou então no endereço Rua da Bahia, 888 – Bairro Centro, 6º andar.

Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política. Teve reportagens agraciadas nos prêmios CDL (2018, 2019 e 2020), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).