Artistas e apoiadores realizam, nesta sexta-feira (23), um ato em defesa da democracia após o memorial do Clube da Esquina, no bairro Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte, ser vandalizado com tinta vermelha. A mobilização, chamada de “Ocupação da Esquina”, foi convocada para as 17h13, no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis.
O produto foi jogado sobre as placas do memorial, criando um aspecto semelhante ao de sangue. Luvas usadas e um pote de tinta também foram encontrados no chão. O caso foi relatado pela assessoria do espaço.
Em uma publicação nas redes sociais, responsáveis pelo ato classificaram o episódio como uma tentativa de intimidação política às vésperas das eleições e convocaram a população a ocupar a esquina em resposta ao vandalismo. “Hoje a esquina mais famosa do mundo amanheceu com sinais do ódio da extrema direita”, diz o texto. A publicação também afirma que a música de Milton Nascimento, Lô Borges e Marcinho não será silenciada.
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Berço do Clube da Esquina
O memorial fica em um dos endereços mais simbólicos da música brasileira. Foi na escada de uma antiga casa, no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, que Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta e Beto Guedes se encontravam, nos anos 1960, para tocar e compor.
Desses encontros nasceu o Clube da Esquina, movimento que marcou a música brasileira ao reunir influências do rock, do jazz, da música latino-americana e de tradições mineiras. O local se tornou ponto de referência para admiradores do movimento e recebe visitantes de diferentes partes do mundo.










