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Filho suspeito de matar professora em BH é transferido de presídio pela segunda vez em menos de uma semana

30/07/2025 às 18h06 - Atualizado em 30/07/2025 às 18h13
Filho de Soraya Bonfim confessou o crime (Reprodução/Redes sociais)

Matteos França Campos, que confessou o assassinato da própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bomfim, de 56 anos, foi transferido de presídio pela segunda vez em menos de uma semana. A informação foi confirmada ao BHAZ pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) nesta quarta-feira (30).

Matteos foi transferido do Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, para o Presídio de Caeté, também na Grande BH. Na última segunda (28), o detento havia saído do Ceresp Gameleira, onde estava em BH, para ser realocado no Presídio Inspetor José Martinho Drumond.

Ao BHAZ, a defesa do investigado confirmou que a primeira mudança ocorreu por causa de ameaças sofridas pelo detento dentro da penitenciária. Ainda não se sabe o motivo da segunda realocação.

Em nota, a Sejusp afirma que “as transferências de presos fazem parte da rotina de gestão do sistema prisional administrado pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG)”.

A morte da professora Soraya Tatiana Bonfim, de 56 anos, comoveu Belo Horizonte e gerou grande repercussão nos últimos dias. Educadora respeitada e querida em colégios da capital mineira, Soraya desapareceu na sexta-feira, 18 de julho, e foi encontrada morta dois dias depois, em Vespasiano, na Grande BH. O principal suspeito do crime é o próprio filho da vítima, Matteos França, de 32 anos, que confessou o assassinato.

O crime

Soraya desapareceu na sexta-feira 18 de julho, no dia em que o crime ocorreu, segundo informações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O corpo da professora, no entanto, só foi encontrado dois dias depois, debaixo de um viaduto em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O corpo foi encontrado coberto por um lençol. A vítima estava sem calcinha e apenas com uma blusa cinza. Ainda segundo o registro policial, havia manchas de sangue e marcas que se assemelham a queimaduras na parte interna das coxas da vítima. A suspeita da PCMG é que o filho de Soraya teria forjado um estupro para não ser incriminado. 

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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