Padrasto é preso após estuprar e engravidar enteada de 12 anos nos Estados Unidos

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Menina confirmou os abusos sofridos (FOTO ILUSTRATIVA – Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Um homem de 48 anos foi preso suspeito de estuprar e engravidar a própria enteada. O crime foi praticado nos Estados Unidos e ocorreu quando a vítima tinha 12 anos. As autoridades tomaram conhecimento em setembro de 2020. O suspeito foi preso em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, na terça-feira (28).

De acordo com a Polícia Civil, o homem, a vítima e a mãe dela, de 43, viajaram com visto de turismo para os país norte-americano em agosto de 2019. Eles ficaram na casa de uma irmã do homem na cidade de Quincy, no estado de Massachussets, e por lá ficaram. O crime sexual foi praticado nesta residência.

Os abusos, segundo a delegada Ariadne Coelho, começou com leves carícias na vítima, evoluindo para seduções que resultaram em diversas conjunções carnais por um período de aproximadamente sete meses.

“Eles trocavam muitas mensagens on-line e, no depoimento gravado pela polícia norte-americana, a vítima disse ter se apaixonado pelo suspeito, que ele dizia querer se casar com ela futuramente”, contou a responsável pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Betim.

A vítima também era ameaçada. O padrasto mandava ela não contar para ninguém o relacionamento deles.

Gravidez

Os estupros acabaram resultando na gravidez da adolescente, que na época tinha 12 anos. A mãe da vítima desconfiou de uma possível gestação da filha e acabou descobrindo que ela estava no sétimo mês após levá-la em uma unidade hospitalar.

A polícia dos Estados Unidos suspeitou da prática de crime e iniciou uma investigação por provável abuso. Em depoimento, a garota disse que havia conhecido um rapaz pela internet, mas não sabia dizer o nome dele e nem mesmo passar as características.

“Foi em um segundo depoimento que a jovem revelou os abusos cometidos pelo padrasto”, revelou a delegada.

Fuga

O padrasto da garota fugiu para o México de carro pois já suspeitava que poderia estar sendo investigado. Na oportunidade, a polícia havia ouvido testemunhas e expedido um mandado de prisão contra o homem. Ele chegou a pesquisar os locais onde as penas dos crimes praticados eram menores.

No México, o foragido conseguiu entrar em contato com a embaixada brasileira na cidade de Chihuahua, e obteve passaporte para retornar ao Brasil. Ele desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 21 de outubro de 2020 e, em seguida, veio para Betim, cidade de origem.

Em fevereiro de 2021, agências de segurança dos EUA obtiveram a informação de que ele poderia estar foragido no Brasil e solicitaram cooperação à Polícia Federal, por meio da Interpol.

A polícia ficou monitorando o suspeito até que as provas chegassem do outro país. “O que nos chamou a atenção é que ele nunca informava uma residência fixa, sempre passando outros locais”, disse a delegada.

Prisão

O suspeito acabou sendo preso na última teça enquanto trabalhava como pintor. A mesma profissão era exercida nos Estados Unidos. Ele confessou o crime durante depoimento e concordou em fazer a coleta de DNA para fins de exames e confirmação da paternidade. O material será confrontado com os obtidos junto às autoridades norte-americanas.

Ele foi detido em virtude de mandado de prisão temporária, que tem prazo de 30 dias, podendo ser convertida em preventiva com a finalização das investigações.

O suspeito, que já tinha passagens policiais por violência doméstica cometida contra a ex-esposa, está em uma unidade do sistema prisional onde permanecerá até a conclusão do inquérito policial.

Cooperação internacional

A prisão foi possível após um amplo trabalho de cooperação internacional entre forças de segurança e instituições de Justiça, por meio da Deam em Betim.

Com PCMG

Edição: Roberth Costa
Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política. Teve reportagens agraciadas nos prêmios CDL (2018, 2019 e 2020), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).

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