Jonathan Henrique, de 25 anos, morto a tiros nessa segunda-feira (5), na rodovia MG-030, em Rio Acima, na região metropolitana de Belo Horizonte havia sido solto da prisão cinco dias antes do crime. A filha dele, Maittê Luiza, de 5 anos, também foi atingida pelos disparos e morreu. A mãe da criança, ex-companheira de Jonathan estava no veículo e sobreviveu ao ataque.
Jonathan possuía três passagens pelo sistema prisional desde setembro de 2019. A última ocorreu entre janeiro de 2025 e 1º de outubro deste ano, quando ele deixou o sistema prisional por meio de um alvará de soltura concedido pela Justiça. O assassinato aconteceu cinco dias após a saída.
A mãe da criança contou aos militares que Jonathan havia sido ameaçado após ser absolvido em uma audiência relacionada a uma tentativa de homicídio.
Segundo o boletim de ocorrência, a família havia saído de casa e seguia em direção a Nova Lima quando percebeu que estava sendo perseguida por outro carro. Conforme o relato da mãe de Maittê à Polícia Militar (PM), o veículo se aproximou e o suspeito efetuou oito disparos contra o carro.
Ainda de acordo com o depoimento, Jonathan informou que havia sido atingido e decidiu fazer o retorno para voltar para Rio Acima. No entanto, ele perdeu os sentidos enquanto dirigia e bateu o carro contra uma cerca às margens da rodovia.
Suspeito é preso
O homem de 30 anos apontado como suspeito do crime foi localizado pelos militares em um lote. Segundo a PM, durante a abordagem, ele apresentou versões diferentes sobre onde estava no momento dos disparos. A mãe dele também não soube informar aos policiais onde o filho estava.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, ao perceber que seria preso, o homem resistiu à abordagem. Familiares dele também teriam tentado impedir a prisão.
Durante as buscas no imóvel, os militares encontraram uma geladeira desativada onde havia dois sacos com um pó branco com características semelhantes às da cocaína. No interior da casa, também foram localizadas outras porções de cocaína e uma bucha com características semelhantes às da maconha.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que o suspeito foi conduzido e é ouvido pela 2ª Central Estadual do Plantão Digital. Ele permanece à disposição da autoridade policial para as providências de polícia judiciária. A PCMG informou que outras informações serão divulgadas após a conclusão do procedimento.










