Imagens de câmeras de segurança mostram duas mulheres, de 26 e 31 anos, saindo de um motel e fazendo compras em uma farmácia após um médico, de 51 anos, ser vítima do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, em Belo Horizonte. O caso ocorreu na madrugada de 30 de junho. As suspeitas foram presas nessa quinta-feira (15) e são investigadas por roubo e furto qualificado por meio fraudulento.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o médico perdeu a consciência após ingerir uma bebida durante um encontro em um bar no Centro de BH. Ele foi para um motel com a suspeita e só acordou às 9h do dia seguinte, quando percebeu que o celular e os cartões bancários haviam sido roubados. Após o crime, as suspeitas teriam utilizado os cartões da vítima e movimentado R$ 8,5 mil.
As imagens cedidas ao BHAZ mostram o momento em que as duas mulheres entram em uma farmácia e fazem compras. De acordo com a Polícia Civil, os horários registrados nas gravações são compatíveis com as notificações de débitos recebidas pela vítima.
Em outra gravação, as suspeitas aparecem saindo de um motel e entrando em um carro, levando malas e bolsas.
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Entenda o caso
Segundo a PCMG, a vítima conheceu uma das suspeitas em uma casa de shows, na região Oeste de BH. Ela teria se apresentado como gerente de uma loja de calçados. Depois de deixarem o local, a mulher convidou o médico para tomar uma cerveja em um bar próximo à Praça Raul Soares, no Hipercentro de BH. Uma amiga dela já estava no estabelecimento.
A vítima relatou à polícia que havia ingerido bebidas alcoólicas na casa de shows, mas se sentia bem quando saiu. Já no bar, decidiu tomar a chamada “saideira”. Após consumir a bebida, começou a passar mal. Mesmo dizendo que não estava se sentindo bem, ele teria sido convencido a ir para um motel.
No motel, o médico perdeu a consciência. Ele relatou ter lembranças de alguns momentos em que uma das mulheres perguntava suas senhas bancárias e aproximava o celular do rosto dele, possivelmente para desbloquear o aparelho. A suspeita da polícia é de que as investigadas tenham aproveitado o estado de vulnerabilidade da vítima para acessar suas contas bancárias.
O médico acordou por volta das 9h e percebeu que a mulher havia ido embora. O celular, um iPhone 13, e três cartões bancários tinham sido levados.
Ao entrar em contato com o banco, ele descobriu que os cartões haviam sido utilizados em compras que somaram aproximadamente R$ 8,5 mil. Também foram realizadas transferências por PIX.
A investigação identificou uma movimentação de aproximadamente R$ 7,4 mil que teria passado pelas contas de outras duas pessoas. Os homens foram ouvidos pela polícia e afirmaram que não sabiam que o dinheiro poderia ter origem em um crime.










