Um adolescente de 17 anos morreu em um incêndio residencial na madrugada deste sábado (3), no bairro Piratininga, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o fogo começou após uma briga familiar motivada por dinheiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente não morava na casa porque a mãe, de 47 anos, tinha uma medida protetiva de urgência contra ele. Conforme o relato da irmã do jovem, de 19 anos, o rapaz havia pegado R$ 50 emprestados com a mãe e, durante a madrugada, ligou exigindo mais dinheiro. Ela teria recusado o pedido, explicando que precisava guardar o valor disponível para as despesas da casa.
Ainda segundo o registro policial, o adolescente foi até a residência aparentemente sob efeito de entorpecentes e alterado. Após ouvir uma nova negativa, ele teria ameaçado a mãe e avançado contra ela segurando uma taça de vidro. A irmã interveio e acabou agredida: segundo o relato, o jovem atingiu a mão esquerda dela com a taça, deu um soco em seu rosto, provocou lesões no pescoço e puxou seus cabelos. O namorado da jovem precisou intervir para separar a briga.
Ameaça de incêndio
Para evitar novas agressões, a irmã e o namorado deixaram a casa e foram para uma praça. A mãe e o companheiro também saíram do imóvel e seguiram para a Praça do Letícia. Antes de deixar o local, o adolescente teria ameaçado colocar fogo na residência. Testemunhas disseram à polícia que ele já havia feito ameaças semelhantes anteriormente.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 4h47, e encontrou o local tomado pelas chamas. As equipes combateram o incêndio e encontraram o corpo do adolescente carbonizado no interior do imóvel. A irmã foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber cuidados médicos por causa de um ferimento na mão esquerda.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a perícia e o rabecão foram acionados e realizaram os trabalhos no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), onde passaria por exames e identificação formal. A ocorrência seguia em andamento.
A Defesa Civil de Belo Horizonte informou que, até o momento, não havia recebido solicitação de vistoria para avaliar possíveis riscos estruturais no imóvel atingido pelo incêndio.








