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Influenciadoras acusadas de tortura contra corretora de imóveis na Grande BH viram rés

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As influenciadoras Claudia Rodrigues e Camila Rodrigues, acusadas de torturar uma corretora de imóveis em Vespasiano, viraram rés (Redes sociais)

As influenciadoras Claudia Rodrigues e Camila Rodrigues, acusadas de torturar e raspar a cabeça de uma corretora de imóveis em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, viraram rés pelos crimes de sequestro e cárcere privado.

A Justiça de Minas Gerais aceitou, em 27 de maio, a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra as duas mulheres e outras seis pessoas, também envolvidas no caso.

“Verifico presentes, nos autos em questão, indícios da autoria delitiva, dos crimes capitulados na denúncia, em tese, praticados pelos acusados”, diz o juiz Cristiano Araújo Simões Nunes, da 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Vespasiano.

O BHAZ procurou a defesa de Cláudia e Camila Rodrigues para obter um posicionamento sobre a denúncia. A advogada de Camila informou, em nota, que a mulher “não tem qualquer relação com a suposta vítima e jamais participou ou praticou o crime a ela imputado” (leia na íntegra abaixo). A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Cláudia, que mudou após a influencer ser indiciada.

Relembre o crime

O crime ocorreu em 3 de abril, quando a vítima teve a liberdade cerceada por mais de cinco horas, sofreu ameaças, agressões e teve o cabelo cortado. Conforme apurado, a vítima teria sido chamada para acompanhar a visita de um cliente em um condomínio de luxo, na cidade de Vespasiano. Nesse momento, o grupo teria consumado o crime.

“Eles a atraíram até a casa de um dos suspeitos presos, alegando que tinha um outro imóvel para vender. Quando ela chegou lá, teve sua liberdade restrita e começaram as agressões”, conta o chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), delegado-geral Rodrigo Bustamante.

Os alvos da operação foram qualificados após levantamentos da equipe do Deoesp, que os identificou por meio de redes sociais e conversas da vítima com os acusados, que foram indiciados pela Polícia Civil.

Quem são Camila e Cláudia Rodrigues

Camila Rodrigues tem mais de 33 mil seguidores nas redes sociais, é mãe e se define como “empresária especialista em realização de sonhos”. No perfil, ela ostenta viagens internacionais e uma vida luxuosa.

Cláudia, por sua vez, conta com 105 mil seguidores no Instagram e é dona de seis bares em Belo Horizonte. Ela se define como “empresária do entretenimento” e também ostenta viagens e experiências de luxo em seu perfil.

Juntas, as duas criaram, no início de 2023, o perfil “Transformando guerreiras em rainhas”. O projeto tinha o objetivo de ajudar mulheres a terem “sucesso financeiro e emocional”.

“Estou aqui como sempre, de mãos dadas lado a lado com você nesse novo projeto, seus sonhos, também são meus, agora suas guerreiras também serão as minhas Rainhas”, disse Camila, na época, em uma publicação.

Nota da defesa de Camila Rodrigues

A defesa de Camila Rodrigues, por intermédio das advogadas Thaís Mendes e Sabrine Melo, vem por meio desta nota de esclarecimento dizer que a denúncia do delito de extorsão apresentada pelo Ministério Público não condiz com a verdade dos fatos, Camila Rodrigues não tem qualquer relação com a suposta vítima e jamais participou ou praticou o crime a ela imputado. A defesa irá comprovar efetivamente a sua inocência, que é medida de direito que se impõe no presente caso.

Devemos esclarecer que Camila Rodrigues, ao anoitecer, após a realização da reunião, compareceu ao local para realizar uma análise técnica do contrato imobiliário, uma vez que a suposta vítima é estelionatária contumaz e havia praticado uma fraude imobiliária contra os demais presentes no local.

Ademais deve ser ressaltado que não houve denúncia do Ministério Público dos crimes de sequestro e cárcere privado.

Insta salientar ainda que a mídia noticiou equivocadamente que havia envolvimento de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, ocorre que tal fato é totalmente inverídico e nem sequer fora mencionado pelo Ministério Público.

A defesa esclarece que a Camila é uma empresária bem sucedida devido a sua árdua dedicação profissional na construção de sonhos de seus clientes, sendo que sua conduta é sempre pautada na legalidade e transparência.

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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