O julgamento de Welbert de Souza Fagundes, acusado de matar o sargento da Polícia Militar, Roger Dias da Cunha, foi marcado para 9 de novembro, às 8h20, em Belo Horizonte. A sessão será realizada no plenário do Tribunal do Júri, na 2ª Presidência da comarca.
Relembre o caso
Roger Dias foi baleado na noite de 5 de janeiro de 2024, durante uma perseguição a suspeitos no bairro Aarão Reis, na Região Norte da capital. Atingido por dois disparos na cabeça e um na perna, o sargento foi socorrido e levado ao Hospital Risoleta Tolentino Neves. Depois, foi transferido para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde teve a morte confirmada dois dias depois.
Na época do crime, Welbert estava em saída temporária de Natal e deveria ter retornado ao sistema prisional em 23 de dezembro de 2023. Ele era considerado foragido da Justiça.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Welbert por homicídio triplamente qualificado. A acusação inclui as qualificadoras de motivo torpe, intenção de assegurar a impunidade por outro crime e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime também foi enquadrado como homicídio contra agente de segurança pública no exercício da função.
Laudo de sanidade mental
O processo chegou a ser suspenso para a realização de um exame de sanidade mental, solicitado pela própria defesa. Um laudo elaborado por peritos da Polícia Civil concluiu que não havia elementos que comprovassem insanidade mental capaz de impedir Welbert de compreender a gravidade de seus atos.
A avaliação incluiu exames do acusado e entrevistas com familiares. Os peritos também consideraram avaliações anteriores. Após a conclusão do laudo, a Justiça determinou a retomada do processo.
Recurso da defesa
Welbert foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri. Em julho de 2026, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou recurso da defesa contra a decisão que determinou que ele fosse submetido a júri popular.








