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Justiça concede liberdade à mulher que forjou o próprio sequestro em BH

26/08/2026 às 15h55 - Atualizado em 26/08/2026 às 16h02
O juiz destacou que Aline é primária e não possui outros registros criminais. (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), concedeu liberdade provisória à Aline Alves Quirino, que havia sido presa em flagrante na capital sob suspeita de simular o próprio sequestro. A decisão foi proferida pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno nesta quarta-feira (26), após manifestações favoráveis do Ministério Público (MP) e da defesa.

O caso teve início no último domingo (23), quando parentes de Aline receberam mensagens com pedidos de ajuda. Logo em seguida, supostos sequestradores entraram em contato com a família e exigiram R$ 14 mil pelo resgate da mulher.

Os familiares procuraram a polícia, e investigadores do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) começaram a procurar pela mulher. Ela foi encontrada em um hotel no Centro de BH.

A abordagem aconteceu enquanto Aline fazia novos contatos com os familiares na tentativa de conseguir o dinheiro. Depois, ela confessou ter forjado o próprio sequestro para quitar dívidas com agiotas. O marido da acusada afirmou à polícia que passou a desconfiar de que o sequestro não havia ocorrido de fato.

Segundo ele, Aline tinha histórico de dificuldades financeiras, aquisição de dívidas e pedidos de empréstimos. O homem também afirmou que já havia pedido empréstimos para quitar dívidas da companheira. A irmã também afirmou que Aline vinha se comportando de forma diferente, com momentos frequentes de nervosismo e choro.

Decisão de soltura

Na decisão, o juiz Leonardo Damasceno homologou a prisão em flagrante e reconheceu a existência de elementos que indicavam a materialidade e a autoria do delito investigado. No entanto, segundo ele, esses elementos não justificavam a manutenção da prisão.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou favoravelmente à soltura da acusada. O juiz destacou ainda que Aline é primária e não possui outros registros criminais.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter

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