A Justiça revogou a prisão preventiva de Bruno Gleídson Fernandes e Matheus Bruno Andrade Fernandes, pai e filho presos após uma suposta apreensão de drogas na casa onde moram, na Pampulha, em Belo Horizonte. A decisão atende a um pedido apresentado pela defesa dos dois, com manifestação favorável do Ministério Público.
Na decisão, a juíza Fernanda Chaves Machado apontou que permanece em discussão a origem do entorpecente e, principalmente, a regularidade das circunstâncias em que a droga foi apreendida. O caso é investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que apura a suspeita de que policiais tenham inserido drogas na casa, onde também mora uma policial, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
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Segundo a magistrada, a dúvida sobre a apreensão, somada à primariedade de Matheus e à fragilidade dos elementos que indicariam o envolvimento de Bruno com as armas e drogas encontradas, permite concluir que a prisão preventiva não é indispensável neste momento.
Com a revogação da prisão, os dois deverão manter atualizados nos autos o endereço e o telefone e comparecer a todos os atos do processo. A Justiça considerou que essas medidas cautelares são suficientes para atender às finalidades de preservação da ordem pública, regularidade da instrução criminal e aplicação da lei penal.
Entenda o caso
Bruno e Matheus foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de drogas após policiais do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) cumprirem um mandado de busca e apreensão na residência da família, na Pampulha, em 7 de agosto.
Na ocasião, foram apreendidos uma pistola 9 mm com kit rajada, 42 munições, rádios comunicadores e um tablete de maconha de 740,43 gramas. Os dois passaram a responder presos preventivamente.
A suspeita sobre a atuação dos policiais surgiu depois que a família questionou a origem da droga, encontrada em uma sapateira. A diligência foi filmada pela própria Polícia Civil e as imagens passaram a ser analisadas pela Corregedoria.
Segundo a defesa, as gravações levantam dúvidas sobre a dinâmica da busca, incluindo a aparente presença de um volume sob a roupa de um dos agentes. A defesa também afirmou que duas testemunhas civis chamadas para acompanhar a diligência não disseram ter visto os policiais encontrarem a droga.
A investigação da Corregedoria levou à prisão preventiva de um policial civil na segunda-feira, 14 de setembro, durante uma operação que apura a suspeita de que três agentes tenham inserido drogas na residência durante a ação. Outros dois investigados tiveram a prisão preventiva decretada e ainda são procurados.
Já na terça-feira, 15 de setembro, agentes da Polícia Civil retornaram ao endereço onde o fato teria ocorrido. Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou que não concorda com eventuais desvios de conduta de seus servidores e informou que a Corregedoria-Geral investiga os fatos.
















