Uma professora, de 52 anos, e a mãe de uma aluna, de 35, se envolveram em uma briga dentro da Escola Estadual Divina Providência, no bairro Regina, na região do Barreiro, em BH. O caso aconteceu na tarde dessa quinta-feira (3). Alunos que presenciaram a confusão gravaram vídeos mostrando a briga.
Segundo o registro policial, a mãe foi até a escola para conversar sobre uma situação envolvendo a filha. Ela afirmou ter recebido relatos da adolescente e de colegas da jovem de que a estudante estaria sendo vítima de agressões verbais e psicológicas, ameaças e até agressões físicas, por parte da professora.
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Ainda conforme a PM, a mulher procurou o diretor da escola, mas foi informada de que ele não estava no local. Ela, então, conversou com a professora e, durante a discussão, as duas teriam entrado em luta corporal.
Em entrevista ao BHAZ, a mãe da aluna disse que faz tempo que a filha vem relatando que a professora a agride verbalmente e psicologicamente. Além disso, ela afirma que outros alunos também relatam que a educadora os xinga com palavras de baixo calão, ameaçando jogar objetos e até mesmo agredi-los fisicamente.
A mãe também diz que esta não foi a primeira vez que registrou reclamações sobre a profissional. ‘Resolvi denunciar, porque o diretor está ciente de tudo e não faz nada absolutamente nada”, afirmou.
Veja vídeo da briga envolvendo a professora e a mãe de uma aluna da escola:
Professora diz que foi atacada enquanto trabalhava
As versões apresentadas à polícia são diferentes sobre quem iniciou a confusão. A mãe afirmou que houve agressões mútuas, com socos, tapas e puxões de cabelo. A mulher apresentava escoriações na mão direita e recusou atendimento médico. Durante a tentativa de separar as duas, uma outra funcionária da escola teria sido mordida no braço.
Já a professora relatou à polícia que estava trabalhando em sala de aula quando a mãe se aproximou e passou a agredi-la. A profissional afirmou que foi atingida com socos, tapas e puxões de cabelo e, inicialmente, ficou sem entender o que estava acontecendo, sem conseguir se defender. Funcionários que estavam próximos intervieram e separaram as duas.
A professora relatou ter sofrido lesões no lado direito do rosto e também recusou atendimento médico.
A educadora e a mãe da aluna assumiram o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal para dar sequência aos fatos.
Professora agredida é alvo de reclamações; agressora diz que não se arrepende
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a mãe que agrediu a professora durante a briga dentro da escola diz que não se arrepende do que fez. “A gente, como mãe, a gente manda nossos filhos para a escola pra estudar. A gente não manda nossos filhos pra escola para serem agredidos por professor nenhum”, afirma.
Vídeos mostram as reações dos alunos enquanto a briga acontecia. Em um deles, é possível ouvir alunos gritando para que a professora deixasse a escola. Nos comentários há, ainda, outras pessoas relatando situações envolvendo a mesma profissional. “Essa professora vem fazendo isso há anos, um verdadeiro absurdo!”, diz uma mulher.
Outra imagem a que o BHAZ teve acesso mostra o que seria uma discussão entre a educadora e alunos, em sala de aula. Ela afirma que a “ignorância é a pior desgraça que o ser humano deve temer” e, na sequência, chama a aluna de ignorante por tapar os ouvidos durante o discurso dela.
O BHAZ questionou a Secretaria de Estado de Educação (SEE), que respondeu, em nota, que a escola tomou todas as providencias rapidamente, e que seguem apurando o caso. Leia na íntegra:
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informa que a direção da Escola Estadual Divina Providência, em Belo Horizonte, agiu rapidamente e tomou todas as providências assim que ocorreu o fato.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) compareceu à escola e registrou um Boletim de Ocorrência (BO). A direção também realizou as providências administrativas necessárias para a apuração dos fatos, incluindo a realização de escutas e o registro formal da situação junto à Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana B, responsável pela coordenação da escola.
A SRE Metropolitana B acompanha a situação e enviou uma equipe do Serviço de Inspeção Escolar à unidade para verificar as circunstâncias do caso e apurar os fatos e seus desdobramentos.
A reportagem também tentou contato com a defesa da professora, sem respostas até o momento.









