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Mari Maria palestra sobre empreendedorismo em BH e comenta polêmica com Boca Rosa

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Mari Maria participou do E-Festival Sebrae no Minascentro (Victor Vilaça/BHAZ)

A influenciadora digital belo–horizontina Mari Maria participou do E-Festival Sebrae, em BH, nesta quarta-feira (19). A mineira falou sobre sua marca de maquiagens, mulheres no empreendedorismo e comentou sobre a polêmica envolvendo a ex-BBB Bianca Andrade.

Mari relembrou sua trajetória, que começou como influenciadora digital do ramo de maquiagem. A mineira se apaixonou pelos produtos logo na infância, quando passou a sofrer bullying por causa de suas sardas e tinha o desejo de cobri-las.

Em 2017, a influenciadora lançou a marca “Mari Maria Makeup”. Hoje, a coleção de itens é uma das mais vendidas do Brasil, oferencendo bases, pincéis, corretivos, delineadores e batons, entre outros produtos.

“O primeiro desafio foi o lançamento da minha base. Eu tive que lançar uma base para o mercado como influenciadora e percebi que eu tinha que entender mais sobre isso. Quando vi que a minha base não tinha um diferencial no mercado, foi outro desafio para me diferenciar”.

Rebranding nas embalagens

Recentemente, a marca de Mari passou por um rebranding, passando a ter as embalagens na cor laranja, tom que remete ao cabelo ruivo dela e às sardas, sua marca registrada. A escolha da cor foi pelo desejo de representar a autenticidade para que as consumidoras sintam o mesmo.

“Eu corri a vida inteira dessa cor, eu pintava meu cabelo porque eu não queria ser ruiva. Quando eu olho para a minha marca, eu vejo o quanto ela está conectada com a minha trajetória pessoal. Quando eu pensava na minha marca, eu queria estar conectada com autenticidade”.

“Foi o grande diferencial quando eu parei de fazer as mesmas fórmulas e comecei a pensar quem eu quero atingir, porque a bolsa da pessoa tem várias makes de várias marcas, mas o que vai fazer ser a maquiagem da Mari Maria Makeup?”, disse a influenciadora.

‘Gosto de trabalhar com mulheres’

A mineira avaliou que o atual momento no mercado de trabalho tem sido mais favorável para as mulheres. “Eu gosto de trabalhar com mulheres porque são pessoas mais flexíveis e ao mesmo tempo criativas e visionárias”.

“Quando eu converso com outras mulheres, minha cabeça automaticamente expande. Eu me espelho em outras mulheres. Sou a caçula de quatro irmãs, quando eu nasci já tinham 4 mulheres lá me esperando. Hoje em dia no meu trabalho eu olho e falo, ‘finalmente mulheres estão fazendo produtos para outras mulheres'”.

No momento das perguntas da plateia, uma participante do festival questionou se Mari Maria havia mandando uma indireta para Boca Rosa quando participou do podcast da CNN. A influenciadora disse que é uma pessoa preocupada em apresentar várias visões no marketing dela.

“É muito sobre o educacional, eu vivo muito o meu universo, eu tô todos os dias com maquiadores. É uma forma de vender mais, não vou mentir. Não tem alfinetada, na verdade, tem informação. Gente, é uma informação de mercado, porque as pessoas estão achando ruim?”, respondeu ela.

Por fim, Mari deu dicas sobre como seguir no caminho do empreendedorismo. “Hoje, eu tento conectar com a Mari de 2014 que sonhava, porque às vezes a gente desconecta com o nosso propósito. A gente vai caminhando e vai ficando mais difícil”.

“Hoje eu olho e penso, ‘onde você quer chegar?’. É alinhar o passado com o futuro. Quem quer começar na internet e fala que está com vergonha, eu digo que o propósito da pessoa não é maior que a vergonha dela. Como empreendedor a gente tem que estar sempre lá na frente puxando a corda”.

Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

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