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Mercado Novo BH: Bares, baladas e comidas no lugar que é a cara de Beagá

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Mercado Novo

O Mercado Novo de BH é um dos pontos queridinhos da capital mineira. Mas nem sempre foi assim. Inaugurado em 1963, de novo o local só tem o nome. E foi só a partir de 2018 que o espaço foi “redescoberto” e ganhou um público jovem, um movimento mais intenso e passou a ser valorizado socialmente.

O espaço mantém a arquitetura dos anos 60, com os famosos tijolinhos de cobogós. São vazados, normalmente feitos de barro ou cimento, que completam as paredes ou muros, possibilitando ventilação e luminosidade. Juntamente com a estrutura mais antiga, o local tem um ar de feira interiorana.

Quem vai até o Mercado Novo pode viver a experiência de um local descolado, em uma sexta-feira ou sábado à noite, nos diversos bares no segundo ou terceiro andar. Durante todo o dia, lojas de artesanato, misticismo, roupas, serviços, restaurantes, dentre outros, dão o tom do lugar.

Endereço e funcionamento do Mercado Novo

O Mercado Novo está localizado na rua Rio Grande do Sul, 505, região Centro-Sul de BH. A entrada para carros deve ser feita pela avenida Olegário Maciel.

O local fica aberto todos os dias, das 7h às 22h, exceto domingo que fecha às 18h.

Alguns bares funcionam até 0h. O uso do banheiro custa R$ 1,50, podendo ser pago no dinheiro ou cartão.

Quanto custa o estacionamento do Mercado Novo?

O estacionamento é coberto, com manobristas e não tem vagas para mensalistas. As manobras para subir e descer não são as mais fáceis.

Estacionamento é coberto (Jonas Rocha/BHAZ)

O funcionamento é de segunda a quarta-feira, das 7h às 19h. Quinta, sexta e sábado, das 7h às 22h. No domingo funciona das 9h às 18h.

Os valores são diferenciados para motocicletas e carros:

  • Motos: 0-15 min – R$ 1,50 | 16-30 min – R$ 3 | 31-45 min – R$ 4,50 | 46-60 min – R$ 6 | Diária – R$ 10 | Pernoite – R$ 28
  • Carros: 0-15 min – R$ 3,50 | 16-30 min – R$ 7 | 31-45 min – R$ 10,50 | 46-60 min – R$ 14 | Diária – R$ 28 | Pernoite – R$ 28

Bares e restaurantes do Mercado Novo

A revitalização do Mercado Novo a partir de 2018 deu nova cara ao centro comercial, que se tornou um dos principais pontos de encontro de jovens. Os frequentadores compram suas fichas nos bares preferidos e perambulam pelos corredores do local.

Dá pra comprar um chopp no Odeon e acompanhar o amigo que prefere um gin da Yvi ou mesmo o Xeque-Mate, bebida que ganhou fama na Cervejaria Viela e hoje possui o próprio espaço.

Conheça abaixo um pouco dos principais pontos do Mercado Novo:

Segundo andar do Mercado Novo

Com a revitalização do centro comercial, as primeiras lojas a serem ocupadas foram as do segundo andar do Mercado Novo. Aos poucos, as lojas foram ocupadas e, com o fim da pandemia, todas as portinhas passaram a ter seus proprietários, respeitando a regra de não se ter concorrente de produtos entre os comerciantes.

Cozinha Tupis

A Cozinha Tupis teve início nessa “nova era” do Mercado Novo, inaugurada em setembro de 2018 e criando novo point jovem em BH. Segundo Rafael Quick, proprietário do local, o restaurante “veio para homenagear a feira da madrugada e cantinas populares do térreo”.

A especialidade da casa é uma comida contemporânea. “A ideia foi fazer ali uma comida muito boa, mas descomplicada, mantendo alta qualidade. Hoje temos o reconhecimento do público de ser um dos melhores restaurantes da cidade. Costumamos brincar que é uma cozinha de mercado, com serviço de balcão”.

Cozinha Tupis está entre os pioneiros da revitalização do Mercado Novo
A Cozinha Tupis foi uma das primeiras inauguradas na ‘redescoberta’ do Mercado Novo (Vitor Fernandes/BHAZ)

Uma dica para quem for até o local, é provar a deliciosa Borda de Lasanha. É um corte da massa feito na transversal, de uma maneira que lembra o sabor da beiradinha da lasanha. Massa feita na casa, molho à bolonhesa, músculo, língua e rabada, finalizada com um delicioso creme aveludado de queijo canastra. O preço do prato é R$ 38.

Outro prato recomendado é a Lentilhada. Bochecha de porco guisada lentamente com n’duja (salame calabrês), cebola assada, e Ras el hanout (mistura de especiarias árabe). Cozida junta com lentilhas francesas e finalizada com coalhada seca. Tudo isso acompanhado de uma abóbora assada à perfeição com mel e especiarias. A delícia sai por R$ 42.

Borda de Lasanha e Lentilhada (Reprodução/Rafael Quick)

Funcionamento: Almoço: terça a sexta, 11h30 às 15h | Noite: terça a sexta, 17h às 22h30 | Sábado, 11h30 às 22h30 | Domingo, 11h30 às 16h

Contato: Instagram

Distribuidora Goitacazes

A Distribuidora Goitacazes foi pensada como algo complementar à Cozinha Tupis. Inaugurada na mesma época e do mesmo proprietário, o local vende bebidas artesanais da Cervejaria Viela, além de Xeque-Mate e refrigerantes artesanais. Os dois tornaram-se símbolos da nova fase do Mercado Novo em BH. A ideia é comprar bebida em um lugar e comer no outro.

“Somos totalmente independentes, não trabalhamos com grandes marcas. Somos muito localistas. Trocamos as cervejas semanalmente, nenhuma é igual a outra, sempre uma receita diferente”, conta Rafael Quick.

São diversas opções, como a Blonde, APA, Taut, que são assinaturas da casa. O copo de 280 ml custa R$ 9; o de 350 ml sai a R$ 11 e o growler de 1L custa R$ 28.

O Xeque-Mate, de 280 ml, sai por R$ 10; o de 350 ml custa R$ 12 e o growler sai a R$ 31.

O Guaramão é um refrigerante artesanal feito por um parceiro da casa. É uma bebida não alcoólica com suco natural de limão. “Uma nova febre”, segundo Rafael. A delícia é vendida por R$ 11 (500 ml).

Distribuidora Goitacazes, no Mercado Novo, comercializa bebidas da Cervejaria Viela
Xeque-mate ou cervejinha gelada? (Vitor Fernandes/BHAZ)

Funcionamento: Almoço (terça a sexta, das 11h30 às 15h) | Noite (terça a sexta, das 17h às 22h30) | Sábado (11h30 às 22h30) | Domingo (11h30 às 16h)

Contato: pelo Instagram

Cachaçaria Lamparina

A Cachaçaria Lamparina está no Mercado Novo desde 2018, com bebidas tipicamente mineiras. O foco do local são cachaças de pequenos produtores, de até 40 mil litros por ano. Também são vendidos coquetéis feitos com cachaça.

Os produtos mais comercializados no estabelecimento são os coquetéis. O “Marvadeza” é uma criação da casa feito com maracujá, pimento dedo de moça, aperol, refrigerante de gengibre e cachaça Vargem Grande. O sabor é refrescante, cítrico, levemente adocicado e com suavemente picante ao final. O copo é vendido a R$ 18.

Outro sucesso de vendas é o coquetel “Calma Nervo”, que também é uma criação da casa. A bebida é feita com licor de pequi, água tônica, limão capeta e cachaça Jambruna. O sabor é adocicado, frutado e levemente cítrico. O copo também custa R$ 18.

As garrafas de cachaça, de diversas marcas, variam de R$ 35 a R$ 180. A dose da Vargem Grande custa R$ 8. A Dama da Noite tem o mesmo preço.

O bartender Robson Felipe conta que os clientes gostam de aproveitar o momento no bar para conversar um pouco sobre a história da cachaça. “Os turistas se interessam muito, gostam de ficar por aqui e bater um bom papo. Focamos muito nessa questão do atendimento de balcão”.

Drinks são a especialidade da Cachaçaria Lamparina no Mercado Novo
Cachaças e coquetéis são as especialidades do local (Vitor Fernandes/BHAZ)

Funcionamento: Terça-feira a sexta (das 10h às 22h) | Sábados e domingos (das 11h às 0h)

Contato: Instagram

Amaó Food

Já ouviu falar de uma delícia chamada “sonso”? É uma massa de mandioca misturada com alguns recheios, em tamanho individual, como um escondidinho de mandioca, só que um lanche. Essa é a proposta da Amaó Food, que está no Mercado Novo desde 2021, quando a pandemia em BH já não estava no seu auge.

A iguaria pode ser feita com carne de sol, lombo defumado, com pesto e queijo, dentre outros. Todos os sabores são vendidos ao preço único de R$ 12. A comida não tem glúten, é 100% integral e sem aditivos.

Também é possível comprar os produtos para levar e fazer em casa. O pacote de “Sonso” de 1kg, feito de mandioca pura pré-cozida e levemente salgada, custa R$ 12. Já a embalagem com quatro unidades, de sabor tradicional, sai a R$ 8. Os sabores de coco fresco, cogumelo ginger, queijo, pesto e queijo, carne de sol ou lombo defumado, custam R$ 24.

Amaó Food vende um quitute feito a base de mandioca chamado sonso
Delícia feita com mandioca é vendida no 2º andar do Mercado Novo (Vitor Fernandes/BHAZ + Reprodução/@amao.food/Instagram)

Funcionamento: Quarta-feira a sexta (das 14h às 0h) | Sábado e domingo (das 12h às 0h)

Delivery: Whatsapp

Contato: Instagram

Bento Bolinhos

A Bento Bolinhos está no Mercado Novo desde 2018. Como o próprio nome diz, a especialidade do local são os famosos bolinhos fritos, em diversos sabores.

São sete qualidades de bolinhos, todos com queijos especiais. O mais vendido é o de costelinha com queijo canastra. Tem também o de milho com gorgonzola, batata com queijo e bacon, baroa com cogumelo, mandioca com carne e queijo e bacalhau.

Todos os bolinhos são feitos com a massa do próprio sabor, sempre frito na hora. As delícias são vendidas a R$ 5 a unidade, enquanto a porção com cinco custa R$ 20.

O bolinho de costelinha com queijo é uma ótima opção (Vitor Fernandes/BHAZ)

Contato: Instagram

Café Jetiboca

O Café Jetiboca é outro empreendimento idealizado pelo empresário Rafael Quick, inaugurado em fevereiro de 2019. É o único estabelecimento do Mercado Novo com produção própria de café. A família do proprietário tem uma fazenda de plantio que está na quarta geração, em Orizânia, na Zona da Mata.

“Trouxemos todos os elementos. Minas é o estado que mais produz café no mundo. A ideia é mostrar uma cafeteria que tenha tudo da cultura local, de modo a ser fiel à cultura mineira. O maquinário, processo de moagem, embalagem, tudo é do estado, com muito valor”, explica Quick. O café é moído na hora para consumo na loja ou então para levar para casa, que é o principal foco da loja.

Loja é a única do Mercado Novo com produção própria de café (Reprodução/@cafejetiboca/Instagram)

O mais vendido no local é o pacote de café clássico, é o melhor em custo benefício e bem gostoso. Com notas de melado de cana, o produto é suave e cítrico. O pacote de 500g sai a R$ 31.

  • Funcionamento: Terça-feira a sexta (das 8h30 às 18h) | Sábado (das 8h30 às 20h) | Domingo (das 8h30 às 15h30)
  • Delivery: aqui
  • Contato: Instagram

Odeon Bebidas a Granel

O Odeon é um bar especializado em cervejas artesanais, que nasceu da união entre a São Sebastião e a Mills, que está no Mercado Novo desde 2019. No total, são 14 rótulos de cervejas, cada um com sua característica, entre pilsens, pales, IPAs, sours. A ideia é que o cliente consiga encontrar de tudo.

O bar Odeon é uma boa pedida para quem procura por cervejas artesanais (Vitor Fernandes/BHAZ)

São ingredientes, frutas e plantas no Brasil que combinam com cada receita, cada clima, com o humor de todos os dias.

Uma dica é provar a cerveja Springfield, uma APA que remete ao cítrico. Tem um lúpulo mais acentuado, com amargor médio e teor alcoólico baixo, de 4,8%.

O local trabalha com sistema de fichas, com preço único para todas as cervejas. A bebida sai a R$ 9, sendo um copo com 280 ml. Eles também servem em bilhas (espécie de garrafa), que pega de duas a quatro fichas.

  • Funcionamento: Terça-feira (das 16h às 22h) | Quarta-feira a sábado (das 12h às 0h) | Domingo (das 12h às 18h).
  • Contato: Instagram

Rotisseria Central

Logo em frente ao Odeon, está localizada a Rotisseria Central, também presente no Mercado Novo desde 2019, quando o espaço no baixo centro de BH ganhou novos ares. O local tem pratos deliciosos, que podem ser acompanhados com uma cervejinha gelada.

O estabelecimento possui uma cozinha bem “raiz”. Tem uma pegada gourmetizada, mas o principal foco é manter o sabor da comida mineira.

A Rotisseria Central está no Mercado Novo desde 2019
A Rotisseria Central está no Mercado Novo desde 2019 (Vitor Fernandes/BHAZ)

O carro-chefe da casa é o croquetinho, que é um bolinho de costelinha. A porção acompanha picles de mostarda e de pepino. O preço é R$ 38.

Outro prato que sai bastante no bar é a buchecha na lata. É um aperitivo, mas pode servir também como prato principal. Acompanha arroz branco com farofa de couve, tutu com torresmo e farofa de bacon. A buchecha vem com route e espuma de leite de cabra. O prato custa R$ 56.

Croquetinho e buchecha na lata (Vitor Fernandes/BHAZ)

O peito de boi braseado também é uma boa pedida. É uma maçã de peito cozida, lentamente, por várias horas, em temperatura baixa. É cortado e fatiado na hora, depois levado na parrilha, é esquentado com route. Acompanha batata palito e farofa baiana. Custa R$ 42 para uma pessoa ou R$ 72 para a galera, servindo cerca de quatro pessoas.

Funcionamento: Terça-feira e quarta (das 16h às 22h) | Quinta-feira a sábado (das 12h às 23h) | Domingo (das 12h às 17h)

Delivery: iFood

Contato: Instagram

Guarapari

O restaurante Guarapari está no Mercado Novo desde 2019, e tem a ideia de trazer os principais pratos e petiscos da cidade capixaba, amada pelos mineiros, para BH.

Dentro da cozinha do local, um peixe gigante feito de pratos e ferro fica pendurado no teto. As cores do lugar, cadeiras e pratos remetem à cidade do Espírito Santo. Mesmo longe do mar, o cliente tem um gostinho da “praia dos mineiros”.

Guarapari traz para o Mercado Novo ares das praias capixabas
Peixe gigante é atração à parte na cozinha do Guarapari (Vitor Fernandes/BHAZ)

O tradicional peixe peroá frito, uma unidade, custa R$ 75. O bolinho de aipim com recheio de camarão, com cerca de 100g, custa R$ 15. Tem também isca de cação, sardinha ou camarão.

Funcionamento: Terça-feira (das 12h às 22h) | Quarta-feira a sábado (das 12h às 0h) | Domingo (das 12h às 18h)

Contato: Instagram ou WhatsApp – (31) 98306-7777

Peroá frito e bolinho de aipim (Reprodução/@guaraparimn/BHAZ)

Fermentaria

A Fermentaria está no Mercado Novo de BH desde agosto de 2021. O local trabalha com bebidas alcoólicas de frutas fermentadas, sempre com sabores diferentes.

São drinks naturais feitos com fermentação por levedura, que gera de 3% a 4% de álcool, dependendo da quantidade de frutose em cada fruta. O local faz a correção alcoólica com álcool de cereais, ficando todas niveladas com 6% de álcool.

Em termos de sabor, o bar explica que é como se fosse um refrigerante natural alcoólico. É ideal para quem quer beber algo alcoólico, mas sem o sabor muito forte. E dá para consumir sem ficar alcoolizado rapidamente.

O cardápio é rotativo, com mais de 30 sabores já criados para a marca. Como o local só tem seis torneiras, a Fermentaria gosta de sempre trocar os sabores, para que o público possa experimentar de tudo. O único fixo no cardápio é o de tangerina, limão e sal. A bebida custa R$ 10 o copo de 380 ml. O litro custa R$ 35.

A marca do Mercado Novo

A ideia original da Fermentaria vem da Hard Seltzer, uma bebida norte-americana que faz sucesso entre os jovens nos Estados Unidos. Mas foi somente uma inspiração, já que a bebida do Mercado Novo tem mais álcool, proteínas e frutas.

A identidade visual do bar também chama a atenção, que é da marca Lambe-lambe. Logo na entrada, as pessoas se deparam com um letreiro em led com o escrito “Me lambe”, próprio para fotos. As músicas são sempre de festa, como funk e pop, para um público majoritariamente jovem e LGBTQIA+. O bar ainda conta com unidades na Savassi e em Tiradentes.

Identidade visual instagramável atrai público jovem à Fermentaria
Identidade visual instagramável atrai público jovem (Vitor Fernandes/BHAZ)
  • Funcionamento: Quarta-feira a sexta (das 16h às 0h) | Sábado (das 12h às 0h) | Domingo (12h às 18h)
  • Contato: Instagram

Ortiz Pão Molhado

O empresário André Matos conta que a Ortiz Pão Molhado está no Mercado Novo desde 2018. Ele decidiu abrir o bar no local após a proposta de resgatar a mineiridade.

“A gente já pensava em abrir uma casa de sanduíches, mas nos avisaram que não poderia ser hambúrguer. Um dia, conversando com um amigo meu, estávamos comendo uma carne de panela e aí veio a ideia do pão molhado”, explica.

Ortiz fica em um corredor movimentado no segundo andar (Vitor Fernades/BHAZ)

Ele lembra que era algo que não vemos mais, um prato antigo. Com isso, nasceu o bar, que é basicamente um pão com carne e molho.

O sanduíche que mais sai é o mineirin, feito de carne de panela, requeijão de barra e cebola crespa. Logo depois vem o parmegiana, que é feito com frango empanado, molho de tomate, queijo canastra e peperoni. O preço de cada um é R$ 26. O sanduíche é farto, ótimo para quem estiver com fome mesmo.

Ortiz Pão Molhado é um dos estabelecimentos que recriaram o Mercado Novo
O sanduíche parmegiana é flambado com maçarico e é um dos mais pedidos do Ortiz Pão Molhado (Vitor Fernandes/BHAZ)

“A nossa intenção é que o sanduíche não precise de acompanhamentos, que a pessoa consiga se satisfazer e sentir o sabor proposto”, completa. O local busca sempre ter um cardápio variado, criando novos sanduíches.

Funcionamento: Quarta-feira a sexta (das 18h às 23h) | Sábado (das 12h às 23h) | Domingo (das 12h às 17h)

Contato: Instagram

Terceiro andar do Mercado Novo

Passado o pico da pandemia de Covid-19, o Mercado Novo se estabeleceu como um dos points de encontro dos jovens de BH. Os espaços do segundo andar já estavam todos preenchidos. Partiu-se então para a ocupação do terceiro andar, como novos bares e restaurantes.

Comidaria Guerra

A chef e empresária Marcela de Faria Guerra foi a primeira a abrir uma loja no terceiro andar do Mercado Novo de BH, durante a revitalização, em agosto de 2021. A Comidaria Guerra serve alimentos vegetarianos.

Os principais pratos são o strogonoff de cogumelos e lasanha de brócolis ao alho com queijo de castanha. Essas refeições saem por R$ 30 cada uma. “Aqui você vai comer uma comida sem carne e não vai sentir falta dela. Eu garanto”, comenta a empresária.

Comidaria Guerra inaugurou o terceiro andar do Mercado Novo em 2021
Restaurante é especializado em comidas vegetarianas (Vitor Fernandes/BHAZ)

Na parte de doces, a chef conta que também tem opções veganas. O brownie chocolatudo é feito com leite vegetal e a base dele é chocolate, com o preço de R$ 10 (pequeno) e R$ 22 (grande). O bolo de chocolate com brigadeiro e paçoquinha vegana custa R$ 6 a fatia. São todas receitas próprias.

O local também é revendedor da Tradicional Limonada, do Mercado Central.

Bolo de chocolate e brownie chocolatudo (Vitor Fernandes/BHAZ)

A Comidaria Guerra fica no corredor G, no 3º andar.

  • Funcionamento: Terça-feira (10h às 15h) | Quarta-feira (das 10h às 22h) | Quinta-feira e sexta (das 10h às 0h) | Sábado (das 12h às 0h) | Domingo (das 12h às 18h)
  • Delivery: iFood
  • Contato: Instagram ou Whatsapp

Carimbó Açaí

Linda Clara Olveira é proprietária da loja Carimbó Açaí, que está no Mercado Novo desde 2019, e traz um pedacinho da Amazônia para dentro de BH, com drinks típicos e cremes de açaí com produção própria.

O drink queridinho dos clientes é o Onda Trópica, feito de cachaça de jambu – que é uma florzinha amazônica que faz adormecer a língua -, taperebá (cajá), laranja e limão. É uma releitura de uma capirinha da Amazônia. O copo de 380 ml sai a R$ 20. A taça de 580 ml custa R$ 33, e você ainda pode levá-la para casa!

Onda Trópica é um dos preferidos de quem frequenta a Carimbó (Vitor Fernandes/BHAZ)

Os cremes de fruta também são uma boa pedida, todos fabricados no bar com frutas vindas da Amazônia. O creme de açaí, meio a meio, com creme de cupuaçu, é uma delícia. O creme de 250 ml é R$ 20, e o cliente pode escolher dois complementos, que são também feitos no bar, como granola caseira, paçoca caseira.

“Nossas frutas vêm todas as região amazônica, são produtos brasileiros. Trabalhamos muito em cima da cultura do açaí, paraense. Além do creme da fruta, que somos acostumados a comer aqui, de açaí doce, a gente também vende o creme como os paraenses comem, que é com peixe, açaí puro”, explica.

Para sobremesa, o bar oferece deliciosos bombons de cupuaçu e castanha do Pará, que saem a R$ 6 a unidade.

A decoração do Carimbó lembra a região amazônica
A decoração lembra a região amazônica (Vitor Fernandes/BHAZ)

A Carimbó Açaí fica no corredor E, no 3º andar. O bar ainda possui outra unidade, no corredor B, no 2º andar.

  • Funcionamento: Terça-feira a sábado (das 10h às 0h) | Domingo (das 10h às 18h)
  • Delivery: iFood
  • Contato: Instagram

Velho Mercado Novo

O primeiro andar do local é mais direcionado à parte de serviços, como gráficas, consertos de instrumentos e eletrodomésticos, confecção de uniformes, dentre outros. É a parte do Mercado Novo de BH onde estão concentradas as lojas mais antigas do local.

O segundo piso é mais voltado para o público jovem, com diversos bares, geralmente, para beber em pé. Também conta com lojas tradicionais e novas, que chegaram ao local com a revitalização de 2018.

Segundo andar do Mercado Novo é o point do espaço ocupado por jovens desde a revitalização
Escadaria de acesso do Mercado Novo (Jonas Rocha/BHAZ)

O terceiro andar é para aqueles que preferem um espaço mais tranquilo, para poder sentar, beber e comer. De acordo com os comerciantes, têm sido mais frequentado por famílias. Ideal para um rolê mais leve, mas não menos divertido.

Quando o Mercado Novo foi inaugurado

Originalmente, o prédio do Mercado Novo foi construído para substituir o Mercado Central de BH. Gabriel Filho, superintendente do centro comercial, explica que o processo mudou de figura lá nos anos 60 ainda.

“A legislação sanitária da época já exigia que o Mercado Central tivesse cobertura, paredes, pisos. A estrutura era toda aberta”, diz. Com isso, a prefeitura resolveu construir, do zero, um novo mercado municipal. “Pegaram a garagem de bonde, que já estava em desuso, fizeram uma licitação, veio uma construtora e ganhou”.

A maioria dos comerciantes do Mercado Central resolveu adquirir lojas neste novo mercado. “Passou um ano, e os comerciantes do Mercado Central fizeram um lobby, junto ao prefeito, e ficou acertado que não haveria mais essa mudança”. Isso porque os comerciantes venceram uma licitação bastante conturbada e conquistaram o direito de permanecer no centro comercial.

Com isso, todos os comerciantes pararam de pagar as prestações das lojas no Mercado Novo. A construtora parou de receber e faliu, deixando o prédio inacabado.

O condomínio limpou todo o prédio, deu uma demão de tinta, melhorou o visual do lugar como um todo. “Mas a gente quer ser Mercado. Aqui nunca que vai ter granito no chão ou gesso no teto. Aqui vamos continuar com essas características, arquitetura, com os tijolinhos, as cadeirinhas, portinhas de aço. É o que somos. Queremos que as pessoas venham para cá e vivenciem o prédio”.

Atualmente, o Mercado Novo conta com 90% das lojas ocupadas. Mas nem sempre foi assim, eram 45% em meados de 2014. Depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, veio uma “crise violenta”, o local baixou para 35% de ocupação.

Desde 2018, em média, eram 90 locações por ano. “A época da pandemia foi o maior período de crescimento do Mercado. As pessoas acreditavam que tudo iria melhorar, tivemos pouquíssimas evasões. Todo mundo se ajudando”, completa.

Cozinha Tupis, Distribuidora Goytacazes e a “refundação”

Depois do telhado, novos ares. O empresário Rafael Quick foi um dos responsáveis pela “redescoberta” do Mercado Novo, em 2018. Dono do bar Juramento, sucesso na região Leste de BH, ele se envolveu diretamente com o projeto que marcava uma nova era do lugar, de setembro de 2018 até o meio de 2019. Juntamente a outros lojistas, ele ajudou na curadoria dos novos estabelecimentos abertos no Mercado.

“O Juramento foi a nossa primeira empreitada como bar. Na nossa visão, o que a gente tinha feito lá no Pompeia era combinar um produto com o que BH tem de melhor, a boêmia, a autenticidade”, explica. “Queríamos levar o que temos de mais único, mostrar a nossa identidade belo-horizontina. Foi isso que fizemos lá e essa foi a ideia levada ao Mercado Novo”.

Rafael queria abrir um novo empreendimento e se lembrou do Mercado Novo, que, na época, estava “sucateado”. “Um lugar que ficou parado no tempo, mas sempre tivemos um olhar de valor pelo Mercado. Porém, a cidade não enxergava o lugar dessa forma, e era isso que queríamos mudar”, continua.

A jogada era trazer o público jovem para o Mercado Novo, e deu certo. “A gente pensou em um movimento para que as pessoas ficassem no corredor, em vez de colocar um monte de mesas dentro das lojas. Queríamos algo mais caótico, mostrar a bagunça legal com as pessoas envolvidas”.

Vitor Fernandes

Sub-editor, no BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018, 2019, 2020 e 2022), Sindibel (2019), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).

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