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Incêndios em veículos cresce em MG; saiba como prevenir e os cuidados durante ocorrência

08/10/2026 às 14h12
O Jeep pegou fogo na sexta-feira, dia 25 de setembro, no bairro Rio Branco, na região de Venda Nova. (Imagens cedidas ao Portal BHAZ/@vendanova.com.br)

Casos de veículos que pegaram fogo têm se tornado cada vez mais frequentes nos últimos meses em Minas Gerais. No estado, entre janeiro e setembro, o número de registros de incêndios em veículos aumentou 10% nos últimos quatro anos, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Segundo especialistas, algumas medidas podem ser tomadas para evitar uma ocorrência e, em muitos casos, os veículos dão sinais, que não devem ser ignorados.

Segundo o Corpo de Bombeiros, até setembro de 2026 foram contabilizados 1.921 registros em Minas Gerais; só em Belo Horizonte foram 189 . Na comparação entre janeiro e setembro deste ano com o mesmo período em 2023, a alta supera 10%.

O que causa incêndio em carros?

Diante desse cenário, uma das questões é entender o que pode levar um veículo a pegar fogo. Segundo o empresário e mecânico Vicente de Paula Guimarães, o vazamento de combustível está entre os principais motivos. “Dependendo do local em que ocorre, o combustível pode entrar em contato com componentes elétricos capazes de produzir faíscas e iniciar a propagação das chamas”, explica.

Ainda segundo o especialista, esse tipo de vazamento pode estar relacionado ao desgaste de componentes do sistema de combustível. Ele explica que mangueiras ressecadas ou trincadas podem apresentar vazamentos, assim como bicos injetores e anéis de vedação que estejam desgastados.

Além dos problemas no sistema de combustível, a parte elétrica também pode provocar incêndios. O mecânico aponta os curtos-circuitos como outra causa possível, principalmente quando há problemas na fiação ou intervenções realizadas para instalar acessórios no veículo. “Em carros mais antigos, o próprio ressecamento da fiação pode favorecer esse tipo de problema. Fios podem entrar em contato uns com os outros e provocar um curto-circuito. Adaptações ou instalações mal feitas também podem causar mau contato quando não há isolamento adequado”.

Como evitar e reduzir os incêndios

Para reduzir os riscos, Vicente recomenda que os motoristas façam manutenção preventiva no veículo. A orientação apresentada por ele é realizar uma revisão periódica. ” A cada ano ou a cada 10 mil quilômetros”, aconselha.

O motorista também deve ficar atento a sinais que podem indicar problemas antes que eles provoquem uma situação mais grave. Um deles é o cheiro de combustível. Caso perceba esse odor, a orientação é levar o veículo a uma oficina para identificar a origem e corrigir o vazamento.

A atenção também deve ser redobrada quando há instalação de acessórios. “Cortes e emendas na fiação precisam ser feitos de maneira adequada, com solda e isolamento corretos, para evitar mau contato e possíveis curtos-circuitos”. O vazamento de óleo também pode ocorrer, mas, de acordo com Vicente, é muito difícil que esse problema, sozinho, provoque um incêndio no veículo.

O que fazer se o carro pegar fogo

Caso um veículo comece a pegar fogo, a prioridade deve ser a segurança de quem está dentro dele. Vicente explica que, em uma situação de curto-circuito, desligar a bateria pode ser uma alternativa imediata. “Mas somente se a pessoa conseguir abrir o capô e tiver condições de soltar um dos cabos com segurança”, alerta.

Por último, segundo o mecânico, se não houver essa possibilidade, a orientação é sair do veículo e se afastar. “Quando as chamas atingem a fiação e existe vazamento constante de combustível, o fogo pode se propagar rapidamente e formar chamas muito altas, aumentando o risco de queimaduras”, conclui.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Email: lavinia.barbosa@bhaz.com.br

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