Chef de BH recebe Pix de R$ 300 por engano e se emociona ao descobrir destino do dinheiro: ‘Sensação boa’

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A transação foi feita por uma idosa, que tentava mandar R$ 300 para ajudar o filho a pagar as contas (Marcello Casal Jr/Agência Brasil + Reprodução/Instagram)

Um confeiteiro de Belo Horizonte viralizou no Twitter ao compartilhar uma história de deixar o coração quentinho. Nessa terça-feira (19), o chef Gui Poulain contou que foi surpreendido pela notificação de um Pix no valor de R$ 300. Por não conhecer o remetente da transação, ele logo desconfiou que era um engano. Ao BHAZ, ele contou como conseguiu devolver o dinheiro e o desfecho emocionante da história.

Gui Poulain entrou em contato com a empresa para resolver o mal entendido e se surpreendeu ao descobrir para onde iria o dinheiro. “Peguei o nome e fui atrás em redes sociais. Era uma senhorinha. Pedi o estorno ao Nubank e mandei uma mensagem. Ela respondeu com ‘Deus te pague, queria mandar pro meu filho pagar as contas da casa'”, diz a publicação.

Em conversa com o BHAZ, o confeiteiro contou que em nenhum momento pensou em ficar com o dinheiro. Logo que recebeu o Pix, enquanto fazia o jantar na segunda-feira (18), Gui foi procurar saber como ele poderia devolvê-lo.

“Minha primeira reação foi tirar um print e mandar para um grupo de amigos que eu tenho no WhatsApp, perguntando o que eu fazia. Um dos meus amigos me mandou o perfil da mulher no Facebook, que ele achou pelo nome. Eu vi que era uma senhorinha e resolvi mandar uma mensagem pra ela, pra saber se o dinheiro havia chegado de volta”, disse.

‘Não fiz nada demais, só o que deveria’

A resposta da senhora veio apenas ontem (19) e ele ficou bastante emocionado com o motivo da transferência. “Ontem ela me escreveu agradecendo, e falando que o dinheiro era pro filho dela pagar as contas. Na hora que eu li isso eu fiquei com o olho cheio d’água, foi aquela sensação boa e imediata”, disse.

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Após mobilizar os amigos, Gui conseguiu achar a mulher e descobriu o destino do dinheiro (Reprodução/Redes sociais)

Nas respostas do tuíte, muita gente se comoveu com a atitude. “Parabéns! Acredito que todo bem que fazemos aos nossos irmãos, de sangue ou não, somos reconhecidos pelo universo, que ele seja generoso para com você sempre”, desejou uma seguidora.

Apesar da repercussão, Gui sente que fez apenas a sua obrigação ao devolver o dinheiro. “Eu até estranho disso ter chegado a tantas pessoas, porque eu acho que só fiz o básico, sabe? Não fiz nada demais, só o que eu deveria. Não tenho a sensação de como se eu tivesse feito uma ‘boa ação’, mas sim de ter feito algo certo”, reflete.

Internautas se identificam

Também pelos comentários, algumas pessoas compartilharam relatos de situações parecidas. “Fui viajar com minha família pra MG semana retrasada, estávamos andando pelo centro a noite e achamos um celular bem simples no chão”, começa a contar uma pessoa.

“Abri o WhatsApp dele e tinha a conversa com a filha. Ela falou que ele trabalhava durante o dia vendendo balões. Fomos lá e devolvemos, ele chorou de gratidão. Disse que o celular era simples mas era o único meio de comunicação com a filha que mora em SP”, compartilhou.

Por outro lado, algumas histórias compartilhadas não tiveram um final tão feliz assim. “Parabéns pelo teu caráter. Fiz um Pix errado e a pessoa, além de não me devolver, mentiu dizendo que não recebeu, mandou um print faltando ‘infos'”, conta outro usuário da rede.

Veja um pouco da repercussão:

Edição: Giovanna Fávero
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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