Nomofobia: Câmara da BH aprova PL que cria campanha contra medo de ficar sem celular

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Nomofobia é o medo irracional de ficar sem celular (Reprodução/Redes sociais)

A Câmara Municipal de BH aprovou, em segundo turno nessa terça-feira (14), o PL 632/2023, que busca ações de combate à nomofobia, o medo irracional de fica sem celular. O texto de autoria do vereador Sérgio Fernando Pinho Tavares (MDB) agora segue para sanção ou veto do prefeito Fuad Noman.

A proposta prevê que escolas, hospitais, ambulatórios e postos municipais de assistência médica informem sobre os riscos da nomofobia. O projeto também determina que a Campanha de Conscientização e Prevenção da Nomofobia conste nas ações institucionais da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Educação.

“Esse transtorno de ansiedade pode afetar pessoas de várias idades, principalmente jovens. Apesar de não ser ainda catalogada como uma doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é considerada uma dependência patológica que preocupa especialistas, entre os quais psicólogos e psiquiatras, assim como pais e educadores”, disse o autor do PL, Sérgio Fernando Pinho Tavares, em nota.

“É exatamente na conscientização de isso pode virar uma doença, que nós queremos atuar, cuidando da saúde mental, em especial, de nossas crianças e adolescentes”, destacou o vereador em vídeo publicado nas redes sociais.

Nomofobia

A nomofobia é um transtorno definido pelo medo irracional de ficar sem usar celular com acesso à internet. O problema atinge principalmente os mais jovens e, entre os sintomas, estão o hábito inegociável de dormir com o celular ao lado, conferir repetidamente mensagens e notificações e sentir extremo desconforto quando está em locais que não tem sinal de internet. 

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o termo nomofobia vem da expressão em inglês “no mobile”, que significa “sem celular”. Junto ao sufixo “fobia”, o termo significa o medo ou pavor de ficar sem o telefone, por extensão, ficar desconectado.

Tal medo irracional se deriva do pensamento de ser incapaz de usar o telefone por algum motivo, como a ausência de sinal, fim do pacote de internet, falta de wifi ou a carga da bateria.

O diagnóstico da doença só pode ser feito por um psiquiatra, psicólogo ou psicoterapeuta, que analisa sintomas e identifica as causas e suas relações com outros problemas, como depressão, ansiedade e transtornos psiquiátricos.

Sinara Peixoto

Formada em Comunicação Social com Ênfase em Jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte e com pós-graduação na PUC Minas em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa. Atuou como editora na CNN Brasil, desde a estreia do veículo no país, e na edição do Portal BHAZ. Também despenhou várias funções ao longo de 7 anos na TV Record Minas, onde entrou como estagiária.

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