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PBH contrata nova construtora para assumir obras no Trevo do Belvedere após rescisão de contrato

06/07/2026 às 11h13
obras trevo bh shopping
(Divulgação/BH Shopping)

A Prefeitura de Belo Horizonte definiu que uma nova empresa ficará responsável pela conclusão das obras no Trevo do Belvedere, próximo ao BH Shopping,região Centro-Sul da cidade. A Construtora Itamaracá Ltda., que ficou em segundo lugar na licitação, deve executar o restante dos trabalhos após o contrato anterior, firmado com a empresa que iniciou a obra, ter sido rescindido. A finalização da obra no Trevo do Belvedere deve custar cerca de R$ 23 milhões aos cofres do Município.

Além da execução do restante da intervenção, a construtora também ficará encarregada da avaliação da conformidade dos projetos estruturais feitos até agora. A decisão da PBH, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) no sábado (4), determina o encaminhamento do processo para a formalização do novo contrato. Em nota, a prefeitura afirma que a previsão é de que as intervenções sejam concluídas pela nova empresa em 2028.

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A obra no Trevo do Belvedere, que deveria ser entregue em novembro de 2026, previa o alargamento do viaduto com adequações no traçado da via e a criação de uma terceira faixa no sentido Belvedere-Santa Lúcia. No entanto, após a morosidade dos trabalhos passar a ser questionada e uma visita identificar o descumprimento de normas técnicas e de segurança, o serviço foi paralisado em meados de 2025.

Uma análise técnica solicitada pela vereadora de BH, Fernanda Pereira Altoé (Novo), concluiu que, em março de 2026, apenas 7,65% da obra havia sido concluída. A Prefeitura de Belo Horizonte multou o Consórcio Alargamento do Viaduto BH Shopping em cerca de R$ 2 milhões, que tentou recorrer, sem sucesso, da penalidade.

Obra no Trevo do Belvedere também foi questionada pelo MPMG

Também em junho de 2025, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) expediu uma recomendação para que a PBH suspendesse as obras no trevo do BH Shopping, no bairro Belvedere. A recomendação era de que os contratos e serviços relacionados às obras na interseção da Rodovia MGC-356 e avenida Raja Gabaglia fossem suspensos até que o projeto fosse submetido a um processo específico de licenciamento, conforme determina o Plano Diretor da capital mineira.

O licenciamento urbanístico deveria passar pela avaliação do Conselho Municipal de Política Urbana (Compur), que deveria verificar os efeitos sobre a qualidade de vida da população do entorno, incluindo análise de mobilidade urbana, geração de tráfego e demanda por transporte público.

Na época, o promotor de Justiça Fábio Finotti chegou a dizer que a paralisação ou cancelamento de obras em decorrência de irregularidades causam prejuízo aos cofres públicos, o que constitui, em tese, ato de improbidade administrativa.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

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