A Santa Casa BH já realizou 53 cirurgias para implante coclear através do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos três anos. Rosilene Oliveira, de Itabira, na região Central de Minas Gerais, foi uma das pacientes que realizou o procedimento e voltou a escutar. Assista ao vídeo.
O dispositivo possibilita a reabilitação auditiva de pacientes com perda grave e que já não obtêm benefício suficiente com aparelhos auditivos convencionais. A Santa Casa BH realiza o acompanhamento de pessoas com essas características a três anos, ofertando desde a avaliação médica e fonoaudiológica até a cirurgia, ativação do dispositivo e reabilitação. O atendimento é 100% realizado pelo SUS.
Rosilene, de 58 anos, recuperou a audição por meio do procedimento. Ela começou a perceber a perda auditiva por volta dos 40 anos e passou cerca de oito anos utilizando aparelhos convencionais nos dois ouvidos. Contudo, ao longo do tempo, a perda foi se agravando e os dispositivos deixaram de ser suficientes.
Segundo a mulher, a dificuldade passou a interferir no trabalho, nas atividades simples do dia a dia e na convivência com a família. Ela já não conseguia falar ao telefone, acompanhar programas de tv e quando não conseguia fazer leitura labial, pedia as pessoas que escrevessem. Relata que nos sete meses que antecederam o tratamento, não conseguia ouvir nenhuma palavra.
Foi então, que decidiu solicitar o serviço pela rede pública de saúde e foi encaminhada à Santa Casa BH. Lá ela passou por diversas avaliações e no dia 14 de agosto de 2026 recebeu o implante coclear. “Foi maravilhoso. É até difícil descrever. Voltei a ouvir a voz das minhas netinhas, músicas e os sons ao meu redor. Mudou tudo”, conta.
No vídeo é possível ver o momento em que o implante de Rosilene é ativado. Ela se emociona ao perceber que está escutando as vozes das pessoas ao seu redor com clareza novamente.
Quem pode receber o implante coclear?
O implante coclear estimula diretamente o nervo auditivo, diferente dos aparelhos convencionais que amplificam os sons. A indicação para realizar o procedimento, depende de avaliação especializada. Ele pode beneficiar, principalmente, pessoas com perda auditiva neurossensorial severa ou profunda.
Segundo a chefe do Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa BH, Dra. Mirian Cabral, o implante não é indicado apenas com o resultado de um exame. São avaliados o tipo e o grau da perda, a compreensão da fala, o benefício obtido com o aparelho auditivo e o histórico de cada paciente. As indicações são feitas de maneira individualizada.
Se após as avaliações, os médicos e o paciente acharem adequado o uso do implante, a cirurgia é marcada. Após o procedimento, o dispositivo é ativado e programado de acordo com a resposta de cada pessoa, que também segue em acompanhamento fonoaudiológico. “A ativação, as programações e a reabilitação fazem parte do tratamento. O acompanhamento da equipe, assim como o envolvimento do paciente e da família, é fundamental para os resultados”, explica a fonoaudióloga da Santa Casa BH, Joana Pires.
Como ter acesso pelo SUS
O paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e, após avaliação, pode ser encaminhado para um serviço especializado em saúde auditiva. Quando há indicação para avaliação de implante coclear, o encaminhamento para a Santa Casa BH ocorre dentro do fluxo de regulação do SUS.








