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Parque Municipal de BH terá horário de visitação restrito de terça a quinta-feira; entenda

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Parque Municipal de BH terá novo horário de funcionamento a partir desta terça-feira (Gato Negro Direitos Animais/Divulgação + Amanda Dias/BHAZ)

O Parque Municipal Américo Renné Giannetti, o Parque Municipal de BH, passa a funcionário em horário especial, temporariamente, a partir do dia 18 de junho. De terça a quinta-feira, o fechamento do local será às 17h, em vez das 21h. A entrada de visitantes será permitida até às 16h30. Nos demais dias, o funcionamento será mantido: às sextas-feiras, das 7h às 21h, os sábados das 17h às 21 e aos domingo das 7h às 17h.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o Parque Municipal de BH passa por alteração no funcionamento em decorrência do reforço anual da vacinação contra o vírus da raiva em gatos que vivem no local. A operação faz parte do Plano de Manejo, conduzido pelas secretarias de Saúde, Meio Ambiente, além da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica. Ainda não previsão de retomada do horário regular.

O plano de manejo dos gatos do Parque Municipal de BH conta com monitoramento da colônia, possível identificação de novos indivíduos para castração e vacinação contra diversas doenças, além da raiva. Os animais também são identificados com microchip, que servem para monitorá-los por meio dos dados registrados.

De terça a quinta-feira os técnicos da Zoonoses estarão no parque para capturar os animas e reforçar a vacinação. O trabalho exige que o ambiente esteja mais calmo e silencioso para que os gatos não se escondam ou fujam.

“É um trabalho preventivo, realizado pela equipe de Zoonoses para garantirmos a saúde dos animais e da população. Ainda não é possível precisar o tempo necessário para fazermos o manejo dos gatos, pois a captura nem sempre é fácil. O mais importante é garantir um ambiente propício para esse trabalho e assegurar que conseguimos identificar todos os indivíduos já conhecidos no último levantamento e, ainda, os possíveis novos felinos”, explicou a subsecretária de Promoção e Vigilância à Saúde, Thaysa Drummond.

“Como estamos no dia a dia no parque e os gatos já identificados pelo plano de manejo possuem uma marcação na orelha, sempre que identificamos algum felino novo no parque, passamos a informação para a Secretaria de Saúde, para que possamos capturá-lo, castrá-lo e microchipá-lo o mais breve possível. É pouco frequente o aumento dessa quantidade de gatos no parque, devido a diversos fatores, como o trabalho de fiscalização feito pela Guarda Municipal contra o crime de abandono, a castração e o manejo dos felinos já identificados e, ainda, pelo comportamento natural da espécie que, sendo muito territorialista, em determinado momento começa a ‘expulsar’ ou ‘atacar’ novos membros que tentem ingressar na colônia já estabelecida. Mas, naturalmente, estamos sempre atentos à questão dos felinos para que possamos controlar a situação e reduzir essa população de gatos no parque num médio prazo, já que ela causa prejuízos à fauna silvestre do local”, afirma Gelson Leite, presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.

O Plano de Manejo dos felinos do Parque Municipal também inclui o encaminhamento dos animais para programas de adoção, o que ajuda a dar o destino correto e ideal para cada um deles. Os gatos que vivem no parque, além de receberem os cuidados de saúde já citados, são acompanhados diariamente por uma equipe composta de dois biólogos, dois veterinários e um tratador.

A ração utilizada na alimentação desses felinos é fornecida pela própria Fundação de Parques Municipais, que realiza a compra dentro de critérios técnicos de qualidade nutricional definidos por uma Zootecnista do Jardim Zoológico.

Vale lembrar que a origem dos gatos do parque é o abandono de animais, crime previsto em lei (Lei Federal n.º 9.605 de 1998) e que o infrator está sujeito a diversas penalidades, de multas à prisão, por até cincos anos, sendo a pena aumentada de um sexto até um terço se o crime ocasionar a morte do animal. A Guarda Municipal da capital possui posto de vigilância dentro do parque e está atenta e treinada para abordagens a fim de coibir e registrar tentativas de abandono de animais no local.

Circulação do vírus da raiva em Belo Horizonte

A Secretaria Municipal de Saúde mantém a circulação do vírus da raiva sob vigilância contínua. Sempre que é feito o recolhimento de algum animal com suspeita da doença são realizadas ações de prevenção e bloqueio vacinal para evitar novos casos em animais domésticos. Os Agentes de Combate a Endemias (ACE) são responsáveis por repassar orientações para a população quanto às medidas de prevenção da raiva dentro da área delimitada para a ação.

Cabe ressaltar que a Prefeitura oferta, durante todo o ano, a vacina contra a raiva para cães e gatos em seis locais. Além disso, também é realizada a campanha antirrábica anual. A Prefeitura também mantém ações especiais de vacinação que contemplam os animais de áreas de bloqueio de foco de raiva, como cães errantes recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses.

Em caso de animais suspeitos de raiva, especialmente morcegos caídos e com comportamento atípico, a população não deve manipular ou descartar o animal. Deve-se acionar imediatamente o serviço de Zoonoses do município (3277-7411 ou 3277-7414), para recolhimento adequado e envio do animal para identificação e diagnóstico laboratorial da raiva.

Com PBH

Roberth R Costa

De estagiário a redator, produtor, repórter e, desde 2021, coordenador da equipe de redação do BHAZ. Participou do processo de criação do portal em 2012; são 11 anos de aprendizado contínuo. Formado em Publicidade e Propaganda e aventureiro do ‘DDJ’ (Data Driven Journalism). Junto da equipe acumula 10 premiações por reportagens com o ‘DNA’ do BHAZ.

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