Passageiras, trabalhadores e moradores dos bairros Padre Eustáquio e Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, relatam falta de iluminação e sensação de insegurança ao acessar a passarela da Estação Calafate do metrô durante a noite. Os problemas, segundo pesoas ouvidas pelo BHAZ, começaram após as obras de revitalização realizadas no local no início deste ano.
A reportagem apurou que, antes das obras, os usuários contavam com diferentes opções de acesso à estação, incluindo a escada localizada na Avenida Teresa Cristina, em frente ao estabelecimento Breik Breik. Mas, com as obras, essa entrada foi fechada e o acesso passou a ser feito por uma escada instalada alguns metros depois, em um trecho com menor circulação de pessoas e com pouca iluminação.
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Ludmila Ferreira, de 32 anos, trabalha na região do Padre Eustáquio e utiliza o metrô diariamente para voltar para casa. Ela afirma que, além do aumento na distância percorrida, o novo trajeto provoca insegurança. “É muito medo, porque não é todo dia que a gente encontra pessoas conhecidas pelo caminho. Eles tiraram a iluminação e cada vez mudam mais a escada de lugar, deixando o acesso mais distante da passarela”, relata.
A colega de trabalho dela, que não quis se identificar, também de 32 anos, compartilha da mesma preocupação. “A sensação é de insegurança, porque a qualquer momento pode acontecer alguma coisa em um lugar escuro. A gente nunca sabe”, afirma.
Em nota, o Metrô BH informou que acompanha as condições de circulação e segurança nas áreas de acesso às estações e que adota medidas para garantir o atendimento aos passageiros durante o período de obras.
Sobre a iluminação, a concessionária explicou que parte da estrutura foi impactada pelas intervenções em andamento, mas que o restabelecimento do sistema está previsto para a próxima semana.
Ainda segundo a obra, a conclusão deve ocorrer até o fim de julho, quando o acesso à estação passará a operar em sua configuração definitiva.









