A Defesa Civil realizou, nesta segunda-feira (10), uma vistoria no prédio abandonado da Oi que pegou fogo nesse domingo (9), na Avenida Prudente de Morais, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O imóvel foi interditado devido aos riscos identificados após o incêndio, e parte do passeio foi isolada e sinalizada preventivamente. Ao menos cinco pessoas estavam no prédio no momento do incêndio. Uma delas foi resgatada em estado grave.
Segundo a Defesa Civil, durante a vistoria foi identificado um acúmulo de água de coloração escura e odor forte, com aproximadamente 1,5 metro de altura. No térreo, foram constatados desplacamento de reboco, queda de materiais e danos nas instalações elétricas. No mezanino, foram observadas trincas e queda de reboco.
No primeiro andar, a equipe identificou trincas e queda de vidros das janelas. No andar atingido pelo incêndio, foram constatados trincas, desplacamento de reboco, deformação na laje, danos no piso e presença de materiais inservíveis.
Ainda conforme o órgão, há risco de queda de vidros das janelas, com possibilidade de projeção de fragmentos sobre a via pública. Por isso, parte do passeio foi isolada e sinalizada. As áreas vistoriadas apresentam condições de insalubridade e permanecem preventivamente isoladas.
O prédio costuma ser ocupado por pessoas em situação de rua. Vizinhos relatam ainda que materiais deixados no interior da estrutura são frequentemente furtados.
As circunstâncias que provocaram o incêndio ainda serão apuradas. A suspeita inicial é de que o fogo tenha começado durante a queima de fios de cobre.
A Oi, que está em recuperação judicial desde 2023, ainda não se manifestou sobre o caso.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que adotou medidas em relação ao imóvel atribuído ao Grupo Oi, diante de indícios de abandono, degradação e riscos à população. O órgão acionou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para solicitar medidas emergenciais, como o fechamento dos acessos, vigilância, vistorias, limpeza e redução dos riscos à segurança de moradores e transeuntes.








