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Ativistas protestam contra venda de animais durante aniversário do Mercado Central de BH

07/09/2025 às 13h48
(Caio Diogo/Reprodução)

Neste domingo (7), durante as comemorações dos 96 anos do Mercado Central de Belo Horizonte, ativistas realizaram um protesto contra a venda de animais vivos que ainda persiste em algumas lojas do espaço. O comércio, além de considerado cruel, representa risco sanitário e prejudica a imagem turística da capital mineira.

Segundo Adriana Araújo, coordenadora do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais, a luta pelo fim dessa prática é antiga e já trouxe avanços.

“Ao longo do tempo, a grande maioria das lojas que comercializavam animais vivos no Mercado Central encerrou tais vendas, pois a sociedade foi se conscientizando da inadequação desse comércio quanto ao sofrimento animal, incompatibilidade sanitária, comprometimento da imagem do Mercado Central e desnecessidade disso. Atualmente, restam ainda nove lojas que insistem em caminhar na contramão, e não pararemos até que todas as jaulas, gaiolas e aquários estejam vazios”, diz.

Durante a manifestação, que contou com faixas, cartazes e buzinaço próximo à entrada principal do Mercado Central, os ativistas receberam apoio de transeuntes, motoristas e frequentadores.

Histórico de polêmicas e operações

A venda de animais no Mercado Central é alvo de denúncias e protestos há anos. Em dezembro de 2023, mais de 250 animais foram apreendidos em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e de outras entidades fiscalizadoras. A ação identificou maus-tratos, como gaiolas sujas e superlotadas, além da falta de água e alimento. Um comerciante chegou a ser preso, e os animais foram encaminhados para tratamento veterinário, com processos judiciais abertos contra os responsáveis.

Adriana Araújo destaca que há uma ação civil pública em andamento, proposta pelas Promotorias de Justiça do Meio Ambiente, Saúde e Defesa do Consumidor do MPMG, que pede o fim da venda de animais no Mercado Central.

“Contamos com o bom senso e responsabilidade constitucional dos desembargadores do TJMG para julgarem em segunda instância favoravelmente pelo derradeiro fim deste perverso e cada vez mais condenado comércio. BH merece e urge dar este passo civilizatório e evolutivo”.

Amanda Serrano

Com experiência nas principais redações de Minas, como Jornal Estado de Minas e TV Band Minas, além de atuação como assessora política, Amanda Serrano é, atualmente, repórter do Portal BHAZ. Em 2024, fez parte da equipe vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo.
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