CPI da BHTrans: Quebra de sigilos de diretor licenciado e mais seis pessoas é aprovada

ônibus bh
CPI vai até setembro (Moisés/Teodoro/BHAZ)

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da BHTrans aprovou a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal de sete pessoas, nesta quarta-feira (4). Daniel Marx Couto, diretor de Planejamento e Informação licenciado da empresa que gerencia o trânsito da capital mineira está entre elas. Para o vereador Gabriel Azevedo (sem partido), a CPI se aproxima de um momento crucial.

“Por muito tempo nesta cidade se escutou os cochichos que havia uma máfia de ônibus e era preciso abrir a caixa preta da BHTrans. A CPI finalmente abriu”, disse Gabriel, presidente da CPI da BHTrans, em entrevista ao BHAZ.

A sessão de hoje definiu a quebra dos sigilos de Couto e de outros envolvido, como, por exemplo, Adilson Daros, Roger Maciel Oliveira, Shaila Santos Silva e Paulo de Souza Duarte. O objetivo é investigar possíveis envolvimentos em fraudes no processo de licitação do transporte público de BH e na auditoria realizada em 2018.

‘Contrato lesivo’

“O material será colocado em documento e vai para o Ministério Público de Contas e Polícia Civil”, informou Gabriel. A previsão é de que os trabalhos da CPI se encerrem em setembro. “O grande legado desta comissão é esclarecer que, de fato, existe um caixa preta e o que tem nela: um contrato fruto de cartel, lesivo para o cidadão e vantajoso para o empresário”.

“Tem coisas fajutas que falam que a passagem deveria ser astronômica [R$ 6,35] e o serviço ruim. O sistema de mobilidade da cidade não pode continuar como está. Já estamos colhendo os frutos da CPI. Um PL (Projeto de Lei) tramita na Câmara que fecha a BHTrans e cria a BH Mobilidade. Hoje foi criado um comitê para rediscutir o contrato dos ônibus e a tarifa”, alerta o parlamentar.

Força-tarefa

Os sete vereadores que integram a CPI já firmaram parceria com o MP (Ministério Público) de Minas para a instauração de uma força-tarefa. Também será estabelecida uma com o MP de Contas.

“Os membros desta CPI são muito sérios e trabalham de forma técnica. Quem vai julgar os culpados é o poder Judiciário. A parceria já começou e [ao término dos trabalhos da comissão] eles vão seguir as investigações”, finaliza Gabriel.

A sessão da 23ª reunião da CPI da BHTrans pode ser vista clicando aqui.

Edição: Vitor Fernandes
Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política. Teve reportagens agraciadas nos prêmios CDL (2018, 2019 e 2020), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).

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