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Justiça determina reabertura do Hospital Maria Amélia Lins, em BH

01/05/2025 às 19h05 - Atualizado em 02/05/2025 às 13h46
(Reprodução/Google Street View)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, nesta quinta-feira (1º), pela manutenção integral dos serviços do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), em Belo Horizonte, incluindo a reativação do bloco cirúrgico e a restituição dos leitos desativados. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), que apontou riscos à assistência hospitalar com o fechamento da unidade.

A decisão, assinada pelo desembargador Pedro Aleixo Neto, afirma que a transferência da estrutura do HMAL para o Hospital João XXIII (HJXXIII) “revela-se incompatível com os princípios constitucionais que regem a Administração Pública, especialmente os da legalidade, eficiência e proteção à dignidade da pessoa humana”. O magistrado destacou que o HJXXIII já opera acima de sua capacidade e que absorver toda a demanda do HMAL agravaria o risco de colapso no sistema de saúde, prejudicando pacientes que necessitam de atendimento imediato.

“Essa sobrecarga compromete a eficiência do serviço e coloca em risco concreto a vida e a integridade física dos usuários do SUS”, escreveu.

O MPMG argumentou que o fechamento do hospital ocorreu sem planejamento adequado, afetando a qualidade do serviço prestado e sobrecarregando a rede pública.

Segundo denúncia apresentada ao Conselho Regional de Medicina, o HJXXIII já registra uma taxa de ocupação superior a 120%, e cerca de 30% das cirurgias são canceladas por falta de estrutura. O desembargador reforçou essa preocupação ao afirmar que a medida adotada pelo governo estadual é “juridicamente inadmissível” e promove retrocessos sociais.

Com a revogação da suspensão, o Estado de Minas Gerais e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) devem garantir os recursos necessários para a retomada integral dos serviços do HMAL.

Em nota, o Governo de Minas, por meio da Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG), informou que não foi intimado da decisão e irá se manifestará nos autos do processo. A Fhemig ainda não se pronunciou.

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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