A dose de reforço da vacina contra a poliomielite já está disponível em todos os centros de saúde de Belo Horizonte a partir desta segunda-feira (3). A aplicação é indicada para crianças que completaram 4 anos e faz parte do calendário de vacinação.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os responsáveis confiram a caderneta de vacinação das crianças e procurem a unidade de saúde mais próxima para garantir a proteção contra a doença.
O que é poliomielite
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa causada por vírus. A transmissão ocorre pelo contato direto com fezes ou secreções eliminadas pela boca de pessoas infectadas.
Em casos graves, a doença pode causar paralisia, principalmente nos membros inferiores. No Brasil, não há circulação de poliovírus selvagem desde 1990, resultado da intensificação da vacinação.
A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Desde 4 de novembro de 2024, o esquema vacinal passou a ser feito exclusivamente com a vacina inativada poliomielite (VIP), com três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade e um reforço aos 15 meses.
Sintomas da poliomielite
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando aparecem, os sinais podem variar conforme a forma da doença.
Os sintomas mais frequentes são:
- Febre;
- Mal-estar;
- Dor de cabeça;
- Dor de garganta e no corpo;
- Vômitos;
- Diarreia;
- Prisão de ventre;
- Espasmos;
- Rigidez na nuca;
- Meningite.
Na forma paralítica, a doença pode causar:
- Deficiência motora de início súbito acompanhada de febre;
- Fraqueza muscular, principalmente nos membros inferiores;
- Flacidez muscular e redução dos reflexos;
- Paralisia residual após 60 dias do início da doença.
Diagnóstico, tratamento e prevenção
O diagnóstico da poliomielite é feito pela detecção do poliovírus nas fezes, além de exames como cultura do líquor e eletromiografia. A suspeita ocorre principalmente em casos de paralisia flácida de surgimento agudo em menores de 15 anos.
Não existe tratamento específico para a poliomielite. Pessoas infectadas devem ser hospitalizadas e recebem cuidados conforme os sintomas apresentados.
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Todas as crianças menores de cinco anos devem seguir o esquema vacinal indicado para evitar a doença e possíveis sequelas.










