Pesquisar
Close this search box.

Homens, pessoas negras e de 40 a 49 anos lideram lista de vacinação atrasada em BH

Por

Comprovante-vacinação-BH
Pessoas sem receber a segunda dose podem atrapalhar a aplicação do reforço (Salma Freua/BHAZ)

Homens, pessoas negras e na faixa etária de 40 a 49 formam o perfil de destaque no grupo de quem está com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada, em BH. A informação é do mais recente relatório “InfoCovid“, produzido pela Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pela PBH (Prefeitura de Belo Horizonte).

Segundo o relatório, cerca de 80% do público-alvo da vacinação contra a Covid-19 já recebeu a primeira dose ou a dose única da vacina. Entretanto, um importante número de pessoas ainda não retornou para finalizar a imunização, e isso pode atrasar a aplicação da dose de reforço.

“Sugere-se que ações de vigilância sejam planejadas no intuito de conhecer o perfil desses indivíduos e promover uma busca ativa por eles”, recomendam os pesquisadores que participam do relatório.

Mais velhos são menor porcentagem

De acordo com o estudo, o marcador social de raça/cor não foi preenchido em mais de 25% dos prontuários, e isso dificulta para identificar os grupos prioritários para ações de controle. A porcentagem das mulheres com a segunda dose atrasada corresponde a 4,7%, enquanto a dos homens é de 5,5%.

Em relação à faixa etária, observou-se uma grande diferença entre os grupos de 40 a 49 anos, que são 7,7% dos atrasados, e os grupos de 70 a 79 anos, pois esses correspondem a 2,2% dos que não tomaram a segunda dose.

No que se refere ao quesito raça/cor, seguindo as definições do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pessoas pretas e pardas representam 5,8% dos atrasados. Já as pessoas brancas com a vacinação atrasada totalizam 4,7%.

Transmissão ainda não chegou ao fim

Conforme lembram os pesquisadores, a cobertura vacinal é relativamente elevada em BH e também em todo o Brasil, e isso gera menor incidência de casos graves e menor letalidade da Covid-19. Entretanto, os especialistas não deixam de alertar que isso não impede a transmissão do vírus.

“É por demais precoce afirmar que haverá um cenário de transmissão viral zero, fazendo-se necessário acompanhar, nos meses vindouros, os níveis de incidência da Covid-19, de casos graves, hospitalizações e óbitos, bem como da vacinação e da adesão à completa cobertura vacinal”.

Além disso, os pesquisadores apontam que um dos aspectos que deve receber mais atenção e monitoramento é o surgimento de novas variantes.

Com UFMG

Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ