Liliane França da Silva, viúva do gari Laudemir de Souza Fernandes, é uma das candidatas à deputada federal por Minas Gerais pelo PDT. A candidatura foi confirmada após o registro feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Meu trabalho é voltado para os garis e para as margaridas. Para aqueles trabalhadores urbanos”, disse Liliane em postagem nas redes sociais. Ela também promete cuidar de causas como o déficit habitacional e a luta contra a violência contra as mulheres.
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A candidata passou a utilizar o codinome “Lili do Gari” e afirma que não entrou na política por interesses pessoais, mas porque acredita que a dor, pelo luto, pode se transformar em força e em compromisso com o cargo.
Viúva de gari morto em BH ganhou projeção após o crime
Antes de sair como candidata a deputada federal por Minas Gerais nas eleições de 2026, Liliane França ficou conhecida após a morte do marido, o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, assassinado a tiros em agosto do ano passado, no bairro Vista Alegre, na região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o crime aconteceu depois que o caminhão de coleta de lixo interrompeu temporariamente o trânsito, episódio que provocou grande comoção e mobilizou manifestações de solidariedade em diversas partes do Brasil.
O acusado de efetuar os disparos, Renê da Silva Nogueira Júnior, segue preso. Em junho, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Os desembargadores também rejeitaram a solicitação para que o processo tramitasse em segredo de justiça, destacando que, como regra, os processos penais devem observar os princípios da publicidade e da transparência dos atos judiciais.
A esposa de Renê, Ana Paula Lamego Balbino, é delegada da Polícia Civil, mas segue afastada do cargo desde que tudo aconteceu, há cerca de um ano. Ela também foi investigada após por emprestar ou permitir o acesso do marido à arma utilizada no crime.









