Afilhada de médico que morreu no RS emociona ao divulgar carta aberta: ‘Te amo além da vida’

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Amanda Medice, afilhada de médico que morreu no RS postou carta aberta para o padrinho (Reprodução/@amandamedice.nutri/Instagram)

A afilhada do médico que morreu em missão humanitária no Rio Grande do Sul postou nesta semana uma carta aberta para o padrinho. No texto publicado no Instagram, Amanda Medice declarou que “morrer é ridículo”, e que Leandro Medice tinha muitos planos para viver.

“Você combinou o que iríamos almoçar na semana seguinte, está com planos de reformar sua casa, está preocupado com contas, com várias ideias para o instituto… E do nada, pela manhã, morre. Como assim? E os e–mails que você não leu?”, escreveu a nutricionista.

A jovem seguiu questionando sobre as coisas que o médico tinha que se preocupar em sua vida. “Você passou mais de 10 anos estudando, se profissionalizando… Fez fisioterapia, medicina, se especializou em cardiologia, intensivista, transplante capilar…”.

“De uma hora para outra, tudo termina num infarto no meio da tragédia que você foi ajudar no Rio Grande do Sul”, lamentou a afilhada de Leandro. O médico morreu em um abrigo, nesta segunda-feira (13), durante uma missão para ajudar as vítimas das enchentes no estado gaúcho.

“Morrer é uma loucura. Te obriga a sair da festa na melhor hora, sem se despedir de ninguém, sem ter um último abraço ou um último ‘te amo’; Dindo, meu amor, éramos tão iguais e nunca me imaginei escrevendo isso para você… Para sempre serei sua filha, sua cópia! Eu te amo além da vida”.

Médico posta vídeo antes de morrer

Um dia anterior à sua morte, Leandro postou um vídeo nas redes sociais pedindo orações para a população atingida pelas enchentes. “O Sul tá precisando da gente, então a gente saiu um pouquinho da nossa rotina, do nosso conforto de consultório”.

“Estamos indo para lá ajudar os nossos irmãos que estão precisando e vamos tentar passar aqui a real situação da saúde”, disse ele. O instituto de transplante capilar onde o médico trabalhava comunicou a morte do médico, atribuindo a um “mal súbito”.

Andreza Miranda[email protected]

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

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