Anvisa determina recolhimento de lotes de losartana das farmácias após identificar impurezas

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O prazo máximo para o recolhimento dos produtos das farmácias é de até 120 dias (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, nesta quinta-feira (23), a interdição e o recolhimento de lotes de medicamentos contendo o princípio ativo losartana. A medida foi tomada depois que a agência localizou, em alguns lotes, uma impureza chamada “azido” em concentração acima do limite aceitável.

O remédio é um dos anti-hipertensivos mais utilizados no Brasil. O prazo máximo para o recolhimento dos produtos das farmácias é de até 120 dias, contados a partir de hoje.

Por meio de nota, a Anvisa esclareceu que, desde a descoberta da possibilidade de presença do “azido” na losartana, em setembro de 2021, vem adotando medidas para garantir que os medicamentos disponíveis para a população brasileira estejam dentro dos padrões de qualidade.

A agência notificou os detentores de registro desses remédios para apresentarem os resultados da avaliação sobre a existência dessa impureza em seus produtos. “Diante dos resultados recebidos, foram avaliados diversos aspectos, dentre eles a segurança do produto e o impacto de um possível desabastecimento desse produto no mercado”, disse, em nota.

Pacientes não devem interromper tratamento

Quem usa o remédio, no entanto, não deve interromper o tratamento, já que a hipertensão e insuficiência cardíaca exigem acompanhamento constante e qualquer alteração no tratamento deve ser feita somente pelo médico responsável.  

Os pacientes também podem entrar em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) do laboratório para se informar sobre a troca do remédio por um lote que não tenha sido afetado pelo recolhimento ou interdição. Os meios para contato com as empresas estão disponíveis na embalagem e bula dos produtos.

Com Agência Brasil

Edição: Roberth Costa
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog.

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