‘Deixa eu morrer, problema é meu’, dispara Bolsonaro após pedidos para se vacinar contra Covid-19

Live Jair Bolsonaro
Em live nesta quinta-feira (2), presidente afirmou que “muita gente, em especial de esquerda” deseja sua morte (Reprodução/Jair Bolsonaro/YouTube)

Em live nessa quinta-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar sobre a vacinação de Covid-19 no Brasil. O evento foi transmitido no Instagram e YouTube e durou cerca de 44 minutos, levantando questões como o auxílio-gás e a PEC dos Precatórios. Durante a reunião, Bolsonaro afirmou que “muita gente, de esquerda em especial” deseja sua morte.

O chefe do Executivo comentou que, nas redes sociais, acompanha usuários atacando seu governo. Ele classificou a pressão popular para que se vacine contra o novo coronavírus como uma exigência: “Se deseja a minha morte, por que fica querendo exigir que eu tome vacina? Deixa eu morrer, problema é meu”.

O presidente ainda comentou sobre o passaporte vacinal, dizendo que o governo não obrigará ninguém a receber o imunizante.

Divergências com Sérgio Moro

Durante a live, Bolsonaro alfinetou o ex-ministro Sergio Moro, com quem assumiu uma rixa publicamente. Em entrevista para a Jovem Pan ontem (2), o potencial candidato à presidência afirmou que Bolsonaro comemorou a saída do ex-presidente Lula da prisão, em 2019. Na conversa, Moro disse que o rival teria considerado a libertação como uma vantagem eleitoral.

Em resposta, Bolsonaro declarou que o ex-juiz “está mentindo descaradamente” e fazendo “papel de palhaço”. Ele completou, dizendo que Moro “saiu do governo pela porta dos fundos” e que “aprendeu rápido a velha política”.

Apologia ao nazismo

Jair Bolsonaro também aproveitou o espaço de debate para criticar a mídia brasileira. Na última segunda-feira (29), o presidente compareceu ao Concerto de Estreia da Orquestra Sinfônica da FAB (Força Aérea Brasileira) em Brasília (DF), evento que tocou uma música de Richard Wagner. O compositor alemão era ídolo de Adolf Hitler, fato que saltou aos olhos da imprensa e opositores.

“Quando tocou Wagner, eu não sabia que era Wagner. Ele compôs e morreu antes de Hitler aparecer. Daqui a pouco descobrem que Che Guevara gostava de Coca-Cola, então quem tomar Coca-Cola é simpatizante de Che Guevara”, afirmou. Ele completou, ironizando: “Se bem que Che Guevara gostava de ‘Rolex’. Essa esquerdalha gosta de gastar”.

Como de costume, o evento virtual recebeu elogios positivos de apoiadores, que comentaram “Meu presidente!” e “Fora comunismo” nas plataformas.

Edição: Vitor Fernandes
Nicole Vasquesnicole.vasques@bhaz.com.br

Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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