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Banco Master: PF bloqueia R$ 5,7 bilhões e apreende bens em operação que investiga Daniel Vorcaro

14/01/2026 às 08h55 - Atualizado em 14/01/2026 às 09h09
(PF/Reprodução)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Cmpliance Zero, que investiga o Banco Master por um esquema de emissão de títulos de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. O empresário mineiro Daniel Vorcaro, um dos sócios da instituição, foi preso na primeira fase da operação.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens, como carros, eletrônicos e relógios, e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Segundo a corporação, as medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.

Daniel Vorcaro preso

O empresário mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado, no aeroporto de Guarulhos. Segundo a investigação, ele tentava fugir do país em um avião particular.

A prisão ocorreu no dia em que o consórcio liderado pelo grupo Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Master. No dia 18 de novembro, o Banco Central emitiu comunicado em que decreta a liquidação extrajudicial do Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e administradores da instituição.

A prisão do empresário ocorreu com a deflagração da primeira fase da operação Compliance Zero, da PF, que busca combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As investigações começaram no início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. 

Amanda Serrano

Com experiência nas principais redações de Minas, como Jornal Estado de Minas e TV Band Minas, além de atuação como assessora política, Amanda Serrano é, atualmente, repórter do Portal BHAZ. Em 2024, fez parte da equipe vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo.
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