Bolsonaro defende trabalho infantil e diz ter começado aos 9 anos: ‘Não atrapalha a vida de ninguém’

(Jair Bolsonaro/Facebook/Reprodução)

Durante uma live no Facebook nessa quinta-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro disse ser a favor do trabalho infantil. Ele esclareceu, no entanto, que não apresentaria nenhum projeto para descriminalizar a prática, já que ‘seria massacrado’.

Bolsonaro disse ter trabalhado aos 9, 10 anos de idade e que isso não o prejudicou “em nada”.

“O trabalho dignifica o homem, mulher, não interessa idade”, disse em live no Facebook ao lado dos ministros Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), do secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, além de uma intérprete de libras. O ministro Augusto Heleno (GSI) não apareceu na transmissão, mas estava ao lado.

“A juventude nossa é isso aí, crescemos, meu pai e minha mãe tiveram 7 filhos, sem problema nenhum. E, saudades daquela época onde se tinha muito mais deveres do que direitos. Hoje você só tem direito e, dever, quase nenhum, e por isso nós afundamos cada vez mais”, completou.

De acordo com o presidente, aos 9, 10 anos de idade, ele “quebrava milho” na plantação da fazenda em que morou com a família em Eldorado, interior de São Paulo.

“Olha só, trabalhando com 9, 10 anos de idade na fazenda. Não fui prejudicado em nada. Quando um moleque de 9, 10 anos de idade vai trabalhar em algum lugar, está cheio de gente aí falando que é trabalho escravo, trabalho infantil. Agora, quando está fumando um paralelepípedo de crack, ninguém fala nada. Então, o trabalho não atrapalha a vida de ninguém”, afirmou.

Na sequência, Bolsonaro disse que não iria propor nenhuma mudança que afetasse a criminalização do trabalho infantil.

“Fique tranquilo que eu não vou apresentar aqui nenhum projeto para descriminalizar o trabalho infantil, porque eu seria massacrado. Mas eu, meu irmão mais velho, com essa idade trabalhávamos“, disse.

Assista à live de Bolsonaro:

As reações às declarações do presidente não foram nada positivas na rede social Twitter, onde Bolsonaro mais se comunica com seu eleitorado: