Bombeiro armado agride homem que defendeu mulher de assédio no metrô

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Homem foi agredido com tapas e intimidado com arma (Reprodução/Metrópoles)

Por Carlos Carone

Um homem passou momentos de pânico após ajudar uma mulher que havia sofrido assédio, na estação do Metrô da Praça do Relógio, em Taguatinga, na tarde de sexta-feira (18). O programador Jair Aksin Reis Canhête, 25 anos, seguia para casa quando percebeu um homem, supostamente, passando a mão pelo corpo de uma jovem. Ele abordou o autor do assédio que reagiu sacando uma pistola e o atacando. O autor da agressão se identificou como militar do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF).

Jair registrou ocorrência na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro) e contou detalhes do ocorrido em depoimento. Segundo ele, a mulher estava parada na sua frente falando ao telefone, em uma fila para comprar o bilhete do Metrô. “Logo em seguida esse homem apareceu e passou a mão pelas costas da moça. Ela não teve reação, ficou em choque. O homem apenas riu”, contou.

O programador relatou que resolveu intervir para proteger a mulher e gritou para o assediador se afastar. Irritado, o homem teria esboçado sacar uma pistola cromada que estava em sua cintura. No entanto, agentes da segurança do Metrô se aproximaram para saber o que que estava ocorrendo. “Eu ainda presenciei quando ele se identificou para os agentes como militar do Corpo de Bombeiros e apresentou a documentação”, disse o rapaz.

Após a confusão, os fiscais pediram para que Jair permanecesse mais alguns instantes no local e deixasse o militar ir embora. “Falaram que o cara estava estressado, mas quem havia cometido crime era ele. De qualquer forma, esperei por 15 minutos e depois segui meu caminho”, explicou. No entanto, o programador afirmou que o homem estava escondido, esperando ele deixar a estação. Assustado, o rapaz correu para se refugiar dentro de uma loja especializada na venda de peixes e aquários. “Tentei me posicionar próximo a uma câmera de segurança para, pelo menos, ficar registrado que ele poderia me matar. Por sorte, ele puxou a arma, me agrediu, mas não apertou o gatilho”, desabafou.

Leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do BHAZ.

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