O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado na Unidade Intensiva de Tratamento (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia na manhã desta sexta-feira (13). Ele foi encaminhado à unidade de saúde por apresentar febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A informação foi confirmada pela instituição.
Segundo o boletim médico, Bolsonaro foi submetido a exames de imagem e laboratoriais, que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa. “No momento encontra-se internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”, escreveu.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) informou, por meio das redes sociais, que o pai foi encaminhado à unidade hospitalar após passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso desde 15 de janeiro de 2025.
“Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave”, disse Flávio.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Pedido de prisão domiciliar
Paulo Cunha Bueno, um dos advogado de Bolsonaro, voltou a defender a necessidade da transferência do ex-presidente para o regime de prisão domiciliar.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, afirmou Bueno em rede social.
Ele ainda disse que a situação desta sexta-feira (13) já havia sido antecipada em laudos recentes sobre a saúde de Bolsonaro no último pedido de prisão domiciliar e, que, conforme o advogado, foi “sumariamente negado” por Alexandre de Morais, relator do processo e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a decisão de Moraes que negou o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar. Para o colegiado, o ambiente prisional apresenta condições adequadas para atender às necessidades médicas do ex-presidente.
Prisão
Na decisão que embasou a prisão no dia 22 de novembro, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, citou eventual risco de fuga diante da tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas proximidades da casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
Moraes determinou, ainda, que seja disponibilizado atendimento médico em tempo integral ao ex-presidente e que as visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção das dos advogados e da equipe médica que o acompanha.
Bolsonaro violou tornozeleira
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã deste sábado (22), foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de tentativa de fuga. Segundo a decisão judicial, Bolsonaro teria violado a tornozeleira eletrônica durante a madrugada de hoje.
O ex-presidente Jair Bolsonaro usou um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica. As informações estão em relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap) encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) junto a um vídeo em que o próprio Bolsonaro admite a avaria.
Embora condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe, a prisão seria parte de uma medida cautelar justificada pela necessidade de garantia da ordem pública, e não em função do cumprimento de pena, pois a condenação ainda não transitou em julgado.
Na decisão, Moraes, relator do processo, destacou, ainda, que o condomínio, onde o ex-presidente mora e cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, fica a cerca de 13 quilômetros do Setor de Embaixadas Sul, em Brasília, onde está localizada a Embaixada dos Estados Unidos.
Moraes lembrou que, durante a investigação, que posteriormente resultou na condenação do político, o ex-presidente chegou a planejar uma fuga para a Embaixada da Argentina, onde pretendia solicitar asilo político.
Além disso, o ministro do STF mencionou a fuga de aliados de Bolsonaro para outros países, como os deputados Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, e destacou também que Eduardo Bolsonaro permanece fora do Brasil, mesmo após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).










