Caso Bruno Krupp: Ex-colega relata ter sido abusada pelo modelo

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Bruno Krupp é acusado de estupro por Priscila Trindade (Reprodução/Redes sociais)

Uma modelo relatou que foi estuprada pelo colega de profissão Bruno Krupp, que também atropelou e matou um adolescente no último dia 30. Pelas redes sociais, Priscila Trindade contou detalhes do suposto abuso que, segundo ela, ocorreu há seis anos. A defesa do modelo fala em oportunismo.

De acordo com Priscila, os dois tiveram um envolvimento e ela foi desencorajada a revelar o caso. “O que aconteceu comigo foi há muitos anos, na época em que conheci ele… Eu o conheci numa roda de amigos, flertamos e depois de alguns flertes aceitei ir até a casa dele em Niterói para irmos a uma festa”, começou.

No relato, Priscila conta que resolveu dormir na casa do modelo, pois morava no Rio. Ele a teria deixado em sua casa e voltado para a festa, só chegando no imóvel, em definitivo, depois.

“Ele chegou bêbado às 6h da manhã e me pegou à força. Falei várias vezes para ele parar e ele literalmente me forçou. Forçou MESMO. Depois de muito relutar, cedi e foi horrível”.

“Era muito constrangedor porque, se eu gritasse, iria acordar a casa inteira e não tive coragem de ter uma atitude mais drástica. No meio da situação, ele pegou o celular e ainda tentou me gravar sem roupa na cama dele. Fiquei chateada, mas ele falava tanta coisa idiota que eu só pensava em ir embora”, contou em uma sequência de stories.

Reprodução/Redes sociais

A modelo ainda disse que, na época, não estava à vontade para denunciar porque se sentiu julgada após ter ficado com Krupp.

Logo após, Priscila lembrou de um caso de estupro supostamente cometido pelo modelo, que foi registrado na Delegacia da Mulher, de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Krupp nega qualquer envolvimento no caso.

Priscila ainda pediu que outras possíveis vítimas contem suas histórias e publicou alguns relatos similares, sem identificação das pessoas e que teria recebido pelas redes sociais. As publicações todas falam em possíveis abusos cometidos pelo modelo.

Reprodução/Redes sociais

O g1 conversou sobre a denúncia com o advogado William Pena, que representa Bruno Krupp no caso em que ele atropelou e matou um adolescente.

“Só posso pensar que se trata de um oportunismo de ocasião. Supostas situações que aconteceram há anos, que não foram denunciadas à autoridade policial e que vêm à tona agora? Quando o Bruno está passando por uma situação infeliz como essa de estar envolvido em um acidente que vitimou uma pessoa?”.

Quem é Bruno Krupp

Bruno Fernandes Moreira Krupp tem 25 anos e é famoso por seus trabalhos como modelo e influenciador digital. Antes do acidente, sua conta no Instagram tinha 140 mil seguidores, mas agora está trancada.

Ele virou notícia em dezembro do ano passado ao assumir o relacionamento com a influenciadora e pré-candidata a deputada federal Sarah Pôncio. Contudo, a relação durou menos de dois meses. O jovem é natural do Rio de Janeiro e faz parte da agência 40 Graus Models.

Bruno Krupp: preso por atroplelamento

O modelo foi preso nessa quarta-feira (3) em um hospital no bairro Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro suspeito de atropelar e matar o estudante João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, ao andar de moto em alta velocidade, no último sábado (30).

Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, após a juíza Maria Isabel Pena Pieranti decretar a medida. Na decisão, consta que João Gabriel foi atropelado ao atravessar a rua na faixa de pedestre, na avenida Lúcio Costa, Barra da Tijuca.

Bruno Krupp foi transferido para um hospital no Méier depois de receber os primeiros atendimentos no hospital Lourenço Jorge, o mesmo para o qual João Gabriel foi socorrido.

O adolescente teve a perna esquerda amputada e, apesar de ter sido levado à unidade de saúde, não resistiu e morreu ainda no sábado.

De acordo com o pedido de prisão, feito por um delegado da 16ª DP, o modelo de 25 anos andava de moto em alta velocidade quando atropelou o adolescente, por volta das 22h50 do sábado. Ele corria a mais de 150km/h, numa via cujo limite de velocidade é de 60km/h.

Vitor Fernandesvitor.fernandes@bhaz.com.br

Sub-editor no BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018, 2019, 2020 e 2022), Sindibel (2019), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).

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