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Caso Daniel Alves: testemunha diz que também foi apalpada pelo jogador em boate

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Jogador teria tocado nas partes íntimas de outra jovem, que acompanhava a primeira vítima no dia do suposto crime (Reprodução/@danialves/Instagram)

Uma amiga da mulher que denunciou o jogador Daniel Alves de estupro afirmou, em depoimento, que o jogador também a assediou. Investigado por suspeita de abuso sexual contra uma jovem no banheiro da boate Sutton, ele teve prisão preventiva decretada pela Justiça espanhola nessa sexta-feira (20).

Segundo o jornal La Vanguardia, duas amigas que acompanhavam a denunciante prestaram depoimentos relevantes sobre o caso. Uma delas contou aos investigadores que Daniel Alves a “apalpou violentamente” e passou as mãos em suas partes íntimas. Ele só teria parado quando ela conseguiu se desvencilhar e ir embora.

O relato da mulher coincide com o da primeira vítima, que disse estar afastada da amiga e da prima naquela noite. “Foi quando percebi como ele tocava minhas amigas e o quanto estava próximo”, afirmou.

Daniel Alves é preso na Espanha

Daniel Alves, de 39 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça da Espanha, sem direito a fiança.

Ele foi preso após prestar depoimento, na manhã de sexta-feira, em uma delegacia de Barcelona, no país espanhol. O lateral-direito entrou em contradição e apresentou três versões sobre a noite, mas nega todas as acusações.

De acordo com emissora espanhola RTVE, ele foi levado à prisão por volta das 10h. Jogador da seleção brasileira e do Pumas, do México, Dani Alves é acusado pela jovem de tê-la estuprado, no banheiro da boate de Barcelona, em 30 de dezembro de 2022.

Segundo a vítima, ela dançava com amigos, quando Daniel Alves a tocou por baixo da roupa íntima, sem consentimento. Câmeras de segurança da boate mostram que ela entrou no banheiro do local e ele entrou em seguida.

A mulher ficou por 14 minutos no banheiro e o jogador, por 16 minutos. Durante o período em que estiveram juntos no cômodo, ela relata ter sido jogada no chão e violentada por ele.

O processo está em fase de investigação no Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC).

Transferência de presídios

Ainda de acordo com o La Vangardia, Daniel Alves foi enviado na manhã de ontem (23) ao presídio de Brians 2, que fica a cerca de 40 km de Barcelona, para evitar riscos à integridade física do jogador. Segundo a Secretaria de Justiça do governo da Catalunha, não houve nenhuma ameaça, e a transferência é preventiva.

Ele deve ficar em uma cela individual com banheiro. A Secretaria de Justiça do governo da Catalunha não divulgou detalhes da transferência. Um dos principais argumentos do governo para a transferência é o de evitar a exposição do jogador, bastante conhecido na região.

O presídio de Brians 1, onde Alves estava desde sexta-feira (20), abriga uma quantidade maior de presidiários, com celas maiores.

O que diz o jogador?

De início, Daniel Alves publicou um pronunciamento nas redes sociais sobre a denúncia, no último dia 5. Ele confirmou que estava na boate Sutton no dia, mas, além de negar quaisquer crimes, afirmou que não conhecia a mulher que o acusa de estupro.

No entanto, segundo El Periódico, as gravações das câmeras de segurança do estabelecimento foram decisivas para as investigações da Unidade Central de Agressões Sexuais da Polícia da Catalunha.

Imagens mostram que Daniel Alves e a jovem ficaram no banheiro da boate por cerca de 15 minutos, um intervalo de tempo incompatível com o primeiro relato do jogador. Foi isso que o levou a dar outra versão à juíza.

Interrogado pela magistrada, o atleta de 39 anos afirmou que o que aconteceu com a mulher no banheiro foi consensual. No entanto, ainda segundo o jornal, as gravações e os testemunhos colhidos pela polícia não coincidem com nenhuma das versões que Daniel Alves deu.

A jovem passou por exames periciais que apontaram indícios de lesões.

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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