Diplomata de delegação de Bolsonaro em NY testa positivo para Covid-19, diz jornal

Bolsonaro em Nova York
Foi o diplomata que preparou a ida de Bolsonaro aos EUA (Alan Santos/PR)

Um diplomata que faz parte da delegação brasileira que está em Nova York com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), testou positivo para Covid-19 no sábado (18). A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta segunda-feira (20).

De acordo com a CNN, trata-se de um jovem diplomata que tomou apenas uma dose da vacina e que preparou a ida do presidente da República aos Estados Unidos. Segundo fontes, o assunto está sendo tratado com reserva no Itamaraty, já que ele teve contato com integrantes de outros países para organizar a viagem do mandatário.

Agora, o Ministério das Relações Exteriores rastreia por onde ele passou no país para informar as autoridades estadunidenses. Ainda de acordo com a CNN, ele chegou aos EUA dias antes de Bolsonaro e esteve com pelo menos 30 pessoas, em uma contagem conservadora.

Já segundo o Estadão, o diplomata está isolado em um quarto de hotel até fazer outro teste de Covid-19 e até a delegação brasileira conseguir fazer o rastreamento das pessoas com quem ele entrou em contato. Até o momento, o Itamaraty e outros órgãos oficiais do governo não confirmaram as informações.

Bolsonaro em NY

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou em Nova York nesse domingo (19), para a Assembleia Geral da ONU, onde vai discursar amanhã. Hoje, ele disse que seu discurso será em braille, sistema de escrita tátil usado por pessoas cegas ou com baixa visão, mas não explicou o que quis dizer com a referência.

Ainda ontem, imagens postadas nas redes sociais mostraram Bolsonaro comendo pizza do lado de fora de um estabelecimento em Nova York. A cidade exige a vacinação das pessoas contra a Covid-19 para que ocorra o consumo na parte interna.

A presença do presidente na Assembleia Geral da ONU chegou a gerar incerteza, pois, inicialmente, foi recomendado que os viajantes estrangeiros estivessem vacinados. O posicionamento foi mudado, após a Rússia ter feito críticas. Ao anunciar o recuo, foi destacado que os líderes estrangeiros não imunizados não poderiam ser impedidos.

Mesmo com a pandemia do coronavírus tendo matado mais de 587 mil brasileiros, o presidente da República ainda não se vacinou. Em live semanal realizada na última quinta-feira (19), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que Bolsonaro vai precisar se imunizar.

“O senhor está bem, mas tem que se vacinar”, disse o chefe da pasta. O presidente respondeu alegando que ainda vai decidir. “Depois que todo mundo, todo mundo tomar a vacina, eu vou decidir meu futuro”.

Edição: Roberth Costa
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduanda em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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