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Polícia prende idosa que disse ter ‘cagado’ no gabinete do STF

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dona fatima
Dona Fátima ficou famosa por 'quebrar tudo' em Brasília nos atos golpistas

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (27), a terceira fase da operação Lesa Pátria, que busca identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos golpistas em 8 de janeiro, em Brasília. Dentre os presos, estão os mineiros Marcelo Eberle Motta e Eduardo Antunes Barcelos e a catarinense Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, a dona Fátima, de Tubarão.

Ao todo, a corporação cumpriu 27 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal.

Dona Fátima, uma das presas, ficou conhecida por aparecer em um vídeo no qual um outro golpista a filma no Supremo Tribunal Federal dizendo que está “quebrando tudo” e que ainda deu “uma cagada” no banheiro do gabinete do STF. “Fez uma sujeira lá, né dona Fátima”, diz o golpista que grava a idosa, que, prontamente, responde que “é guerra”.

Em Minas Gerais, houve quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Os mandados foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) após os atos antidemocráticos que resultaram na depredação dos prédios do Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto, no início do mês.

Mineiros presos na operação Lesa Pátria

Segundo informações do jornal O Globo, a PF deteve Marcelo Eberle Motta em Juiz de Fora. No município, ele seria coordenador do movimento “Direita vive!” e conhecido por atacar jornalistas.

Eduardo Antunes Barcelos, advogado e assessor jurídico da Santa Casa de Misericórdia de Cataguases, também acabou preso. De acordo com o portal, ao descobrir que o funcionário participou dos atos terroristas, moradores da cidade fizeram um abaixo-assinado pedindo a demissão dele.

Entre os alvos de busca está a casa onde mora Leo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Confira a relação de mandados em cada estado:

Busca e apreensão

Santa Catarina – 1
Distrito Federal – 4
Rio de Janeiro – 9
Paraná – 1
Espírito Santo – 8
Minas Gerais – 4

Prisão

Santa Catarina – 1
Distrito Federal – 2
Rio de Janeiro – 1
Paraná – 1
Espírito Santo – 4
Minas Gerais – 2

Canal de denúncias

“Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, diz a corporação.

A Polícia Federal disponibiliza um canal de denúncias para identificar pessoas que tenham participado de alguma maneira da invasão. Quem souber de algo, pode enviar um e-mail para [email protected].

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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