Para coibir notícias falsas, Facebook e Instagram vão mostrar aviso em postagens sobre eleições

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Aviso faz parte de um pacote de medidas contra as fakes news (FOTO ILUSTRATIVA: Banco de imagens/Unsplash)

A partir das próximas semanas, os usuários, tanto do Facebook quanto do Instagram, aqui no Brasil, vão ver um aviso nas postagens que tratam de eleições, sendo direcionados a uma página do site da Justiça Eleitoral. A plataforma vai encaminhar o usuário para informações oficiais sobre o sistema de votação e artigos rebatendo desinformação sobre o processo eleitoral. O Brasil é um dos primeiros países a lançarem esses rótulos.

Segundo o Facebook, a integridade das eleições é uma prioridade para a empresa. “[Nós] temos trabalhado nos últimos anos com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil para proteger o processo democrático, identificando e agindo contra ameaças e ajudando as pessoas a terem acesso a informações confiáveis sobre a votação”, escreveram em nota (leia na íntegra abaixo).

A ação faz parte de um trabalho do Facebook com o TSE para a eleição presidencial de 2022. A empresa argumenta que, ao investir em tecnologia e pessoas, tem melhorado em identificar e remover pessoas abusando de serviços da plataforma e em bloquear contas falsas, o que limitaria a a disseminação de notícias falsas.

Em continuidade com as eleições de 2020

Segundo o Facebook, desde 2016, a empresa quadruplicou o tamanho do time global que lida com segurança e integridade. Hoje, existem mais de 40 mil pessoas na área, com dezenas de equipes contribuindo para o trabalho em eleições. O time inclui profissionais brasileiros em diferentes localidades e também baseados no Brasil.

Facebook e Instagram

O conglomerado de tecnologia e mídia social argumenta que os investimentos ajudaram no combate à desinformação e na redução de conteúdos de supressão de votos antes da eleição municipal do Brasil.

“Removemos mais de 140 mil peças de conteúdo do Facebook e do Instagram no Brasil pela violação de nossas políticas de interferência na votação antes do primeiro turno da eleição, e cerca de 3 milhões de pessoas com mais de 16 anos elegíveis ao voto no país clicaram para ver mais informações sobre a eleição nos dias que antecederam a votação”, apontaram.

Para prevenir interferência de atores internacionais nas eleições locais, a empresa exige desde 2020 que qualquer pessoa ou organização passe por um processo de autorização confirmando identidade e endereço no país para veicular anúncios sobre esses temas.

“Apenas durante a campanha eleitoral de 2020, rejeitamos cerca de 250 mil vezes a submissão de anúncios sobre política ou eleições que não continham o rótulo “Propaganda Eleitoral” ou “Pago por” direcionados a pessoas no Brasil (conteúdos impulsionados)”, complementam.

WhatsApp

O Facebook também é dono do WhatsApp. A empresa citou algumas ações feitas dentro do aplicativo para ajudar na circulação de dados oficiais sobre o processo eleitoral e votação, como o lançamento, no ano passado, de um chatbot do TSE.

“Além disso, o WhatsApp estabeleceu um canal de comunicação específico com o TSE para denunciar contas suspeitas de realizar disparos em massa, o que não é permitido nos Termos de Serviço do aplicativo nem pela legislação eleitoral”, finalizaram.

Nota do Facebook na íntegra

“A integridade das eleições é uma prioridade para nós e temos trabalhado nos últimos anos com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil para proteger o processo democrático, identificando e agindo contra ameaças e ajudando as pessoas a terem acesso a informações confiáveis sobre a votação.

Como parte do nosso trabalho com o TSE para a eleição presidencial de 2022, iremos direcionar as pessoas usando o Facebook e o Instagram no Brasil para informações oficiais sobre o sistema de votação e artigos rebatendo desinformação sobre o processo eleitoral. Nas próximas semanas, usuários no Brasil começarão a ver um rótulo em postagens nas nossas plataformas que tratam de eleições, direcionando-os a uma página do site da Justiça Eleitoral. O Brasil é um dos primeiros países em que lançamos esses rótulos.

Nosso trabalho na frente de integridade é contínuo, e vai além das parcerias que temos construído com autoridades e reguladores. Ao investir em tecnologia e pessoas, temos melhorado em identificar e remover pessoas abusando de nossos serviços, bloqueando contas falsas, limitando a disseminação de notícias falsas e trazendo transparência sem precedentes para a propaganda online política.

Desde 2016, quadruplicamos o tamanho de nosso time global lidando com segurança e integridade, para mais de 40 mil pessoas, com dezenas de equipes contribuindo para nosso trabalho em eleições. Sabemos que conhecimento local é crítico para que esse trabalho seja efetivo e, por isso, nosso time inclui profissionais brasileiros em diferentes localidades e também baseados no Brasil.

Esses investimentos estão tendo resultado. No ano passado, nossas políticas e ferramentas ajudaram no combate à desinformação e na redução de conteúdos de supressão de votos antes da eleição municipal do Brasil.

Removemos mais de 140 mil peças de conteúdo do Facebook e do Instagram no Brasil pela violação de nossas políticas de interferência na votação antes do primeiro turno da eleição, e cerca de 3 milhões de pessoas com mais de 16 anos elegíveis ao voto no país clicaram para ver mais informações sobre a eleição nos dias que antecederam a votação.

Em 2018, lançamos no Brasil nossas ferramentas de transparência para propaganda política e eleitoral, e desde 2020 qualquer pessoa ou organização precisa passar por um processo de autorização confirmando identidade e endereço no país para veicular anúncios sobre esses temas. Desde então, anúncios sobre política ou eleições ficam armazenados publicamente na nossa Biblioteca de Anúncios por um período de sete anos. Apenas durante a campanha eleitoral de 2020, rejeitamos cerca de 250 mil vezes a submissão de anúncios sobre política ou eleições que não continham o rótulo “Propaganda Eleitoral” ou “Pago por” direcionados a pessoas no Brasil (conteúdos impulsionados). 

O WhatsApp, por sua vez, lançou no ano passado com o TSE um chatbot para ajudar na circulação de dados oficiais sobre o processo eleitoral e a votação. Além disso, o WhatsApp estabeleceu um canal de comunicação específico com o TSE para denunciar contas suspeitas de realizar disparos em massa, o que não é permitido nos Termos de Serviço do aplicativo nem pela legislação eleitoral.

Você pode ler mais sobre nosso trabalho para proteger a eleição aqui e aqui“.

Edição: Vitor Fernandes

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