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Laboratório recicla ‘dentaduras’ de cemitérios e revende como novas; dois são presos

02/02/2021 às 16h53 - Atualizado em 02/02/2021 às 17h12
próteses clandestinas rio de janeiro
Próteses passavam por limpeza com produtos químicos para ficarem semelhantes a novas (Polícia Civil do Rio de Janeiro/Divulgação)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro interditou, nessa segunda-feira (1º), um laboratório que adquiria próteses dentárias em cemitérios clandestinos da cidade. O laboratório ficava no bairro Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio e, conforme a corporação apurou, recebia as peças dos cemitérios e realizava uma espécie de limpeza para que elas fossem comercializadas como novas.

Segundo as investigações da Delegacia do Consumidor, os responsáveis pelo local adquiriam as peças – conhecidas como “roach”, um tipo de prótese dentária removível – de forma irregular em ao menos dois cemitérios da região metropolitana do Rio. Já no laboratório, as próteses, que eram compradas pela metade do preço de mercado, passavam por um processo químico que as deixavam semelhantes a itens novos e, então, eram revendidas.

O laboratório foi interditado e duas pessoas, responsáveis pelo local, foram presas em flagrante por crimes contra o consumidor e contra a saúde pública. O delegado responsável pelo caso, André Neves, adiantou ao UOL que a polícia suspeita do envolvimento de coveiros. “[Há suspeita de] pessoas responsáveis pela venda desse material para reciclagem. Eles alegaram que compravam de um revendedor, e não de fábrica, e que não sabiam que o material era adquirido dessa forma”, disse.

As investigações da polícia concluíram que os responsáveis pelo laboratório atuavam no segmento há três anos. Agora, a polícia vai trabalhar para identificar as clínicas odontológicas que compraram as peças – e que, a princípio, não sabiam da procedência das próteses e foram lesadas.

Editado por: Roberth R Costa

Giovanna Fávero

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

Giovanna Fávero

Email: [email protected]

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

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