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PEC do fim da escala 6×1 pode ser aprovada ainda nesta quarta

14/10/2026 às 08h39
Senado vota hoje na PEC pelo fim da escala 6x1. (Wilson Dias/Agência Brasil)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 pode ser aprovada ainda nesta quarta-feira (14) pelo Senado Federal. O texto entra na quinta e última sessão regimental de discussão em primeiro turno, e a expectativa é que a votação nos dois turnos seja concluída no mesmo dia, caso os senadores aprovem a quebra dos interstícios regimentais.

A PEC 221/2019 prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, está em análise no plenário da Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a inclusão do tema na pauta cumpre o compromisso de tratar da proposta “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.

Como funciona a votação da PEC

Por se tratar de uma proposta de alteração da Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos no Senado. Em cada votação, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores.

Pelo rito normal, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão em plenário antes da votação em primeiro turno. Com a conclusão dessa etapa nesta quarta-feira, a quebra dos interstícios pode permitir que os dois turnos sejam realizados no mesmo dia.

A base governista articula um calendário especial para acelerar a tramitação e concluir a análise ainda neste mês.

Se o Senadoaprovar o texto sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara, a emenda poderá ser promulgada pelas Mesas das duas Casas legislativas. Caso os senadores modifiquem a proposta, ela precisará retornar à Câmara para nova análise dos deputados.

O que muda com o fim da escala 6×1

A proposta prevê a substituição gradual da jornada máxima de 44 horas semanais por um modelo com dois dias de descanso remunerado por semana e limite de 40 horas de trabalho.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, o limite passará a ser de 40 horas por semana.

A PEC também prevê jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração igual ou superior a R$ 21.188,87. Nesses casos, desde que seja mantida a escala 5×2, a duração da jornada poderá ser definida por negociação direta entre empregador e empregado.

A proposta mantém ainda a possibilidade de acordos e convenções coletivas para estabelecer regras específicas para determinadas categorias e regimes de trabalho.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou à CCJ do Senado em agosto e foi aprovada pela comissão no início de setembro. Desde então, o texto está em tramitação no plenário da Casa.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Email: lavinia.barbosa@bhaz.com.br

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