A Polícia Federal realizou buscas por armas e munições na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, nesta quarta-feira (8). A operação ocorreu no bairro Jardim Botânico e durou menos de uma hora. Segundo a defesa do ex-presidente, nenhum armamento ou acessório foi localizado durante a diligência.
PF realiza busca por armas na casa de Bolsonaro
O mandado judicial previa a apreensão de armamentos, munições, acessórios e documentos de registro. A Polícia Federal confirmou a ação, mas não forneceu detalhes adicionais sobre o procedimento.
O advogado João Henrique Freitas acompanhou a operação no local. Ele classificou a diligência como lamentável por envolver um ex-presidente da República.
Motivação da decisão de Alexandre de Moraes
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O magistrado apontou a existência de divergências entre o quantitativo de armas registradas em nome do ex-presidente e aquelas que foram efetivamente entregues aos órgãos competentes.
Moraes determinou a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro. Na decisão, o ministro afirmou que a atual condição jurídica do ex-presidente é incompatível com a posse de armas de fogo.
O impasse do arsenal: Onde estão as armas?
Ao todo, dez armas foram mencionadas no processo judicial. A defesa informou que duas já haviam sido entregues à PF em 2023 por ordem do TCU e outras oito estariam com o Exército.
No entanto, o Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que possuía apenas seis das oito armas indicadas. Uma pistola Glock está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal após apreensão em blitz, enquanto uma espingarda Maestro Arms Company permanece com a importadora em Caxias do Sul.
Contexto jurídico e prisão domiciliar
Jair Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março, ele está sob regime de prisão domiciliar humanitária para recuperação de uma broncopneumonia.
O caso das armas ganhou relevância após a apreensão de uma pistola Glock com um segurança do ex-presidente em 16 de junho. Bolsonaro alegou em depoimento que o armamento havia sido entregue ao segurança para a realização de um conserto.








