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Risco de rompimento: Chuvas deixam quatro barragens em situação de emergência no Rio Grande do Sul

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Governo decretou estado de calamidade pública (Crédito: Diego Vara)

O Governo do Rio Grande do Sul divulgou nesta sexta-feira (3) que o estado tem quatro barragens em situação de emergência, com risco de rompimento devido às fortes chuvas que atingem a região. Uma das represas é a 14 de Julho, em Cotiporã, que já teve rompimento parcial nessa quinta-feira (2).

De acordo com o governo gaúcho, as outras três barragens em situação de emergência, que significa “risco de ruptura iminente, exigindo providências para preservar vidas”, são: usina hidrelétrica de Bugres, no município de Canela; barragem do Arroio Barracão, em Bento Gonçalves; e barragem Saturnino de Brito, em São Martinho da Serra.

Enquanto as usinas hidrelétricas 14 de Julho e Bugres são monitoradas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), as barragens do Arroio Barracão e Saturnino de Brito têm monitoramento do governo estadual, por meio da Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente).

Situação das barragens no Rio Grande do Sul

Além das barragens em situação de emergência, o Rio Grande do Sul tem ainda quatro represas em nível de alerta, que é quando “as anomalias representam risco à segurança da barragem, exigindo providências para manutenção das condições de segurança”, e nove em estado de atenção, que é quando “as anomalias não comprometem a segurança da barragem no curto prazo, mas exigem monitoramento, controle ou reparo ao decurso do tempo”.

Barragens monitoradas pela Aneel e ONS

Nível de Emergência – Risco de ruptura iminente, exigindo providências para preservar vidas:

  • UHE 14 de Julho, em Cotiporã e Bento Gonçalves (situação inalterada desde o rompimento da parcial no dia anterior)
  • UHE Bugres, em Canela

Nível de Alerta – Quando as anomalias representam risco à segurança da barragem, exigindo providências para manutenção das condições de segurança:

  • UHE Dona Francisca, em Uruguaiana

Nível de Atenção – Quando as anomalias não comprometem a segurança da barragem no curto prazo, mas exigem monitoramento, controle ou reparo ao decurso do tempo:

  • Canastra, em Canela
  • Guarita, em Erval Seco
  • Herval, em Santa Maria do Herval
  • Passo do Inferno, em São Francisco de Paula
  • UHE Jacuí, no Salto do Jacuí

Barragens monitoradas pela Sema

Nível de Emergência:

  • Barragem do Arroio Barracão, em Bento Gonçalves (houve erosão da margem direita da barragem; 50 famílias estão sendo retiradas)
  • Barragem Saturnino de Brito, São Martinho da Serra (necessidade de evacuação da população potencialmente atingida)

Nível de Alerta:

  • Samuara, em Caxias do Sul
  • Dal Bó, em Caxias do Sul
  • Capané, em Cachoeira do Sul

Segundo o comunicado, o Estado permanece monitorando, com atenção, as barragens de Santa Lúcia, em Putinga; São Miguel do Buriti, em Bento Gonçalves; Nova de Espólio de Aldo Malta Dihl, em Glorinha; e Belo Monte, em Eldorado do Sul.

Calamidade pública

O Rio Grande do Sul está em estado de calamidade pública por causa das fortes chuvas que atingem o estado, desde a última sexta-feira (26). Ao todo, 37 pessoas morreram e pelo menos 74 estão desaparecidas, segundo balanço da Defesa Civil estadual divulgado hoje (3).

Além dos mortos e desaparecidos, mais de 351,6 mil pessoas foram afetadas de alguma forma pelas chuvas. O número de desalojados passa de 23 mil, e o de pessoas que tiveram que buscar abrigos públicos ou de entidades assistenciais chega a 7,9 mil. 

Segundo a Defesa Civil, as mortes ocorreram em Canela (2), Candelária (1), Caxias do Sul (1), Bento Gonçalves (1), Boa Vista do Sul (2), Paverama (2), Pantano Grande (1), Putinga (1), Gramado (4), Itaara (1), Encantado (1), Salvador do Sul (2), Serafina Corrêa (2), Segredo (1), Santa Maria (2), Santa Cruz do Sul (4), São João do Polêsine (1), Silveira Martins (1), Vera Cruz (1), Taquara (2), São Vendelino (1) e Três Coroas (3).

Imagens que circulam pelas redes sociais mostram ruas completamente alagadas, além de carros e casas sendo arrastados pela correnteza. Estradas e pontes também cederam.

Amanda Serrano

Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e da TV Band Minas. Também trabalhou na assessoria política. Atualmente é repórter do Portal BHAZ.

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