Pesquisar
Close this search box.

Suspeitos de mandar matar Marielle Franco são presos

Por

marielle franco câmara municipal rio de janeiro
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018 (Renan Olaz/CMRJ)

Após delação premiada dos dois executores do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, os dois suspeitos de mandar matar a política foram presos neste domingo. Além deles, foi preso o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, suspeito de interferir nas investigações do crime.

A Polícia Federal realizou na manhã de hoje a Operação Murder Inc que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Neste domingo foram presos os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa. O primeiro é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e seu irmão, Chiquinho, era deputado federal pelo União Brasil. O terceiro preso era chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro à época do crime e ex-chefe da Delegacia de Homicídios.

Além das prisões, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços na capital carioca, inclusive no TCE-RJ.

As prisões dos três se dá após as delações de Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, os dois executores do crime.

Élcio foi o primeiro a assinar delação premiada. Ele assumiu ter dirigido o carro no dia do crime e apontou Ronnie Lessa como o executor dos vários disparos que mataram Marielle Franco e Anderson Gomes.

Na semana passada, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski noticiou a delação premiada de Ronnie Lessa. O policial disse aos investigadores da Polícia Federal quem eram os mandantes do assassinato da vereadora e consequente morte do motorista.

Segundo a repórter Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, na delação de Ronnie Lessa, ele teria dito que Rivaldo Barbosa deu aval para o assassinato da vereadora do Psol e garantido que não haveria punição pelo crime.

Em entrevista à Globo News, a irmã de Marielle Franco e ministra da Igualdade Racial do governo Lula, Anielle Franco, ao saber do possível aval do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, ficou em estado de choque e, em prantos, desabafou: “Era quem deveria estar protegendo. É preciso dizer que é uma luta contra um sistema que é corrompido do início ao fim. Apelo ao mundo, independente do que a Marielle defendia, ninguém merecia”.

Pedro Rocha Franco

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e estudante de ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head de digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ