Tatuador, recordista no Guinness Book, muda nome oficialmente para ‘Diabão’

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Recordista do Guinness, o tatuador que antes tinha o nome de Michel Praddo passa a ter a identidade de Diabão (Redes Sociais)

Recordista do Guinness Book como pessoa com mais implantes em formato de “chifre” na cabeça, o tatuador que antes tinha o nome de Michel Praddo passa a ter a identidade formal de Diabão. A mudança ocorre após buscar na justiça formas de realizar esse desejo que surgiu há cerca de dois anos.

Em entrevista ao portal g1, o morador de Praia Grande, no litoral de São Paulo, explicou que a decisão surgiu depois de uma modificação interna. Isso porque ele não se via mais como Michel e sim como Diabão.

Esse processo se transformou com o passar dos anos e do preconceito enfrentado nas ruas por causa das tatuagens e piercings.

Apesar do visual que chama a atenção por onde passa, Diabão explica que as modificações corporais não ocorreram com o objetivo de simbolizar uma figura maligna.

Pelo contrário, ele afirma ser uma pessoa altamente cristã e não acredita que o “Diabo” tenha uma imagem reproduzida por chifres e garras.

De acordo com a lei federal 14.382/22, a mudança do primeiro nome pode ser realizada sem a necessidade de justificativa. Basta ir a um Cartório de Registro Civil. A pessoa precisa ter mais de 18 anos, levar documentos pessoais e pagar uma taxa.

Mas o primeiro nome só pode ser modificado uma vez. Para desfazer a alteração, é preciso entrar com uma ação judicial.

Diabão e a Mulher Demônia

Diabão é casado com a Mulher Demônia. Além de implantes no rosto, ele também tem a língua dividida ao meio e removeu o nariz cirurgicamente, sendo, segundo a esposa, o primeiro brasileiro a passar pelo procedimento.

“A gente era o casal Praddo, conheci ele no estúdio em uma quinta-feira e no sábado a gente estava morando juntos. São 11 anos juntos e um filho. Ele começou as modificações com o intuito de ter essa aparência diabólica e recebeu xingamentos de pessoas cristãs, evangélicas, foi daí que nasceu o Diabão Praddo”, explica Carol Praddo.

Para a “mulher demônia”, os procedimentos são uma espécie de vício. Segundo ela, no entanto, um vício “do bem”. “É a mesma coisa de ir ao cabelereiro e fazer química, quando você assusta já fez algo que não imaginava fazer antes. O meu vício, de me modificar, me transformou hoje na Carol Praddo que eu sou. Aquilo que estava guardado no meu interior veio para fora, eu me sinto bem assim e é algo que me faz bem”, diz.

Edição: Lucas Negrisoli
João Lages[email protected]

Repórter no BHAZ desde setembro de 2023. Jornalista com 4 anos de experiência em veículos de comunicação. Fez cobertura de casos que têm relevância nacional e internacional. Com passagem pela RecordTV Minas, também foi produtor e editor de textos na Record News.

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